A Escola Inclusiva

Fiquei muito pensativa a respeito do meu post de fevereito, no qual uma mãe teve a matrícula do seu filho rejeitada na escola pelo fato de o garoto ser cadeirante e portador de um enfraquecimento dos ossos.

Comecei a pesquisar sobre a educação inclusiva, se isso existia mesmo ou se era apenas um mito. E encontrei coisas interessantes:
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Segundo MANTOAN "a sala de aula é o grande termômetro pelo qual se mede o grau de febre das mudanças educacionais e é nesse micro espaço que as reformas verdadeiramente se efetivam ou fracassam."


Dúvidas sobre inclusão

Como ter certeza de que um aluno com deficiência está apto a frequentar a escola?
Aos olhos da lei, essa questão não existe - todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem essa criança. É dever do estado oferecer ainda uma pessoa para ajudar a cuidar desse aluno e todos os equipamentos específicos necessários. "Cabe ao gestor oferecer as condições adequadas conforme a realidade de sua escola", explica Daniela Alonso, psicopedagoga especializada em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores?
Sim, pois grupos pequenos (com ou sem alunos de inclusão) favorecem a aprendizagem. Em classes numerosas, os professores encontram mais dificuldade para flexibilizar as atividades e perceber as necessidades e habilidades de cada um.

Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala?
Não há uma regra em relação a isso, mas em geral existem dois ou, em alguns casos, três por sala. Vale lembrar que a proporção de pessoas com deficiência é de 8 a 10% do total da população.

Para torna a escola inclusiva, o que compete às diversas esferas de governo?
"O governo federal presta assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para o acesso dos alunos e a formação de professores", explica Claudia Pereira Dutra, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). Os gestores estaduais e municipais organizam sistemas de ensino voltados à diversidade, firmam e fiscalizam parcerias com instituições especializadas e administram os recursos que vêm do governo federal.

Ao promover a inclusão, é preciso rever o projeto político pedagógico (PPP) e o currículo da escola?
Sim. O PPP deve contemplar o atendimento à diversidade e o aparato que a equipe terá para atender e ensinar a todos. Já o currículo deve prever a flexibilização das atividades (com mais recursos visuais, sonoros e táteis) para contemplar as diversas necessidades.

DIREITO RESPEITADO Ana Caroline estuda com colegas da


 sua idade e faz as mesmas atividades que eles.
Foto: Eduardo Marques

Como preparar os vários espaços da escola?
Ao buscar informações nas Secretarias de Educação e instituições que apoiam a inclusão, cabe ao gestor perguntar sobre tudo o que está disponível. O MEC libera recursos financeiros para ações de acessibilidade física, como rampas e elevadores, sinalização tátil em paredes e no chão, corrimões, portas e corredores largos, banheiros com vasos sanitários, pias e toalheiros adaptados e carteiras, mesas e cadeiras adaptadas. É fato, porém, que há um grande descompasso entre a demanda e a disponibilização dos recursos. O processo nem sempre é rápido e exige do gestor criatividade para substituir a falta momentânea do material.

Confira a reportagem na íntegra em: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/24-respostas-principais-duvidas-inclusao-acessivel-acessibilidade-deficiencia-565836.shtml

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Essas foram apenas algumas das perguntas respondidas na reportagem. É esclarecedor, mas sabemos que ainda existem dificuldades em colicar em prática essas questões, por exemplo, se uma turma receber 2 ou mais alunos espaciais, teoricamente somente um professor atenderia a eles, o que na prática se torna bem mais difícil.

Mas o fato é que a população tem que denunciar as falhas, assim como a da reportagem que postei em fevereiro, mas sobretudo cobrar dos representantes a prática dos direitos dos cidadãos.

Se o MEC disponibiliza verba para torar os espaços físicos acessíveis, temos que cobrar e utilizar isso, fazendo com que em muito pouco tempo, TODAS as escolas sejam acessíveis. A escola inclusiva ainda não é de fato uma realidade, mas em breve será.

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