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"Uma escola para Guiné-Bissau"

Neste post vou mostrar o projeto de escola que ficou em segundo lugar no concurso "Uma escola para Guine Bissau".
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Aqui estão o segundo lugar obtido no concurso público do Brasil "Uma escola para a Guiné-Bissau", feito em 2010 pela equipe MAAM + StudioParalelo.
Arquitetos: MAAM + StudioParalelo / Andrés Gobba, Matias Carballal, Álvaro Mendes, Mauricio Lopes, Luciano Andrade, Silvio Machado, Castro Rochelle, Etchegaray Emiliano, Saettone Santiago, Pronczuk Martin, Aldo Lanzi, Giambastiani Gabriel, Diogo Valls.
Breve panorama da competição.
Concurso Escola UMa Guiné-Bissau ", organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil IAB / DF.
O concurso foi uma escola de 350m2 a ser construída pela comunidade em Bissau. O edifício da escola faz parte de um projeto de cooperação coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação, do Ministério das Relações Assuntos com a participação de ONGs e apoio do IAB / DF.
83 projetos foram apresentados, todos transmitidos por via electrónica. A decisão também resolve duro feito por nove dias (20 a 28 de Outubro) e teve como membros do júri os seguintes profissionais: arquitetos Álvaro Puntoni brasileiro, Francisco de Paiva Fanucci, Jaime Gonçalves de Almeida, Marcelo Morettin e Sylvio Podestá, Arquiteto Daniel Bonilla da Colômbia e do Paraguai Solano Benitez.



A escola gera o seu próprio patamar seguro, das águas que inundam o campo. Ele também se torna mais visível, que se destaca por um ícone da comunidade.
O terreno vizinho podem ser possíveis expansões da escola. Caminhadas, jogos e aprender o que nos rodeia. Ele cria um laço que liga o centro da cidade para a escola. Junto às terras altas e "próximo" para a escola. Ao ser executado através das planícies cresce em altura.


As terras altas são seguros contra o acúmulo de água das chuvas produto. O solo seco.Localizado a 3 km da periferia de Bissau, é preciso integrar os terrenos a um circuito ligado à estrada para a cidade. Ser parte da estrada e não acessar um Punto difícil.
Nuclear forma, a cobertura da casca, que se estende para além do perímetro. O edifício adiciona uma direção centrípeta, agora tem um coração mentores, desenvolvendo atividades, economizar água, etc


Adobe parede do bloco, com um papel de apoio. Obter a folha de rosto. Pretende respeitar a maneira de construir uma comunidade. O formato é inovador, mas todo mundo sabe construir, incentivando a participação e auto-construção.
As terras disponíveis para a escola, na época das chuvas se tornam pântanos ou brejos, sobre as condições de alagamento. A geração de planalto é uma estratégia para escapar da água. A escola gera o seu próprio solo seco, aumentando o solo que recebe.
Usando a estratégia de resíduos é um simples e perfeito para comunidades carentes. Pneus usados ​​estão prontamente disponíveis e fazer moldes perfeitos. Os pneus usados ​​podem ser utilizados como skate permanente cofragem fundação ou moldes de gabiões terra batida formando um platô.


Durante a estação chuvosa, o pátio é transformada em reservatório de ar livre. Na estação seca, torna-se um pátio, com limites claros para as crianças.
blocos de adobe praga Modificando produzidos na comunidade são realizadas como caixas projectos que trabalham com o conforto térmico local.


Você pode estender o método para obter as cortinas que filtram a luz e permitir a passagem do ar completamente. O ar quente vem naturalmente, fazendo o movimento nos ambientes teto legal. Os poros das paredes contribuiu grandemente para esse efeito.
O uso de elementos naturais (galhos) cria mais sombras nas paredes. Este abrange o impacto de solas de incidência horizontal prioridade.

Disponível em:

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Apesar de não ter sido a vencedora do concurso, na minha opinião, a escola que foi projetada na ficou fantástica! É muito bom ver como os arquitetos captaram a essência do lugar e projetaram uma escola que tivesse uma identidade com o local.

Além da plástica, achei muito boa a solução da planta, bem como as soluções de iluminação e ventilação naturais, que são imprescindíveis na região. Além da utilização d emateriais vernáculos, como o tijolo de adobe.

É uma prova de que não é somente tecnologia e recursos fartos que compõem um bom projeto.






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Permeabilidade à luz

O post a seguir foi uma dica do professor Guilherme na banca do preTFG, fui pesquisar e gostei muito da matéria. É uma matéria da Revista AU, de janeiro de 2009 sobre a arquitetura escolar.

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Especial Escolas
Permeabilidade à luzProjeto de escola pública na cidade de Várzea Paulista é baseado na composição de vazios que invadem e arejam a matéria densa do concreto
Por Simone Sayegh Fotos Nelson Kon

Mais do que a arquitetura que produziu, Vilanova Artigas deixou exemplos dentro e fora da sala de aula - as quais ele literalmente redesenhou, em um sentido que extrapola os limites de seus extensos panos de cobertura de concreto aparente e dramáticos pontos de apoio. Artigas acreditava na influência formativa da escola na sociedade. E em projetos como o Ginásio de Itanhaém, 1959, o de Guarulhos, 1960, e o bem-sucedido projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, de 1961, deixa transparecer o pensamento utópico da integração e liberdade, ao articular diferentes atividades sob o mesmo teto.



A partir da década de 1960 sua influência na arquitetura escolar paulista se faz sentir em gerações de arquitetos formados dentro dos generosos espaços da FAUUSP. E alguns deles também experimentam o caminho de servir ao ensino público. É o caso dos amigos Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, sócios do escritório paulista FGMF. Dessa vez o convite veio da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão responsável por viabilizar a execução das políticas educacionais definidas pela secretaria da educação do Estado de São Paulo. O projeto, uma escola para o município de Várzea Paulista, perto de Jundiaí, São Paulo.

A escola de 2,7 mil m², com térreo mais dois pavimentos, ergue-se inteiramente em pré-moldado de concreto, que foi deixado aparente em toda a sua robustez. "A FDE é bem rígida com relação ao sistema estrutural, e vem restringindo o uso de outros materiais fora do catálogo deles", explica Lourenço Gimenes.



 
Para contornar a aparência pesada do material, a envoltória exime-se de sua função básica de fechamento estanque, e não desempenha um limite preciso entre externo e interno. Essa característica é reforçada pelo descolamento das fachadas principais, que se expandem além do volume que abriga o programa, por meio da continuidade das vigas de cobertura. "Nós manipulamos as dimensões previstas para a estrutura e a descolamos", explica Fernando Forte.

Esse sistema estrutural permitiu a formação de gradientes de transparência, verdadeiros vazios preenchidos por luz. "Procuramos dar à obra uma leveza que aparentemente o sistema construtivo não tem", completa Gimenes. Além da configuração estrutural, os elementos que compõem as duas fachadas longitudinais reforçam a permeabilidade visual. A fachada de maior insolação, voltada para a rua de acesso, é composta por elementos vazados, modulados de maneira a formar um desenho movimentado que, de dia, filtra a luz externa e, de noite, a interna.

De dia, para quem está dentro do prédio, o limite entre a rua e a escola praticamente não existe. De noite, é quem está fora que com apenas um olhar alcança os espaços internos. Essa solução revela a já mítica ideia de integração entre escola e comunidade, pauta eterna de discussão de educadores e sociólogos. A construção do conhecimento além da sala de aula envolve também o olhar responsável ao todo que nos cerca, ao nosso vizinho, ao muro de nossa escola. E quando o muro não existe, expandem-se nossas possibilidades.
O terreno de cerca de seis mil m² tinha um aclive acentuado e algumas interferências, como taludes. O talude superior foi pouco mexido, já o inferior foi bastante modificado, com a inserção de uma berma para resolver a questão das águas pluviais. A implantação no terreno retangular se faz na cota média, 6 m acima do nível da rua de acesso, e de maneira longitudinal. Mesmo assim, o volume principal da escola extrapola os limites do solo nivelado e avança sob uma laje de piso sustentada por pilotis. O acesso principal é descoberto, onde alunos, mães e professores interagem em uma área semipública. Na porção direita, um estacionamento, à frente, a quadra coberta. Em continuidade ao espaço livre, a convivência dos alunos é feita em um galpão central de pé-direito duplo, principal elemento organizador do programa. O volume da escola posiciona-se à volta e acima desse vazio essencial. É o pátio coberto por excelência, onde os limites laterais são totalmente diluídos devido à quase ausência de fechamentos.



 
Do lado do pátio, o descolamento da fachada se manifesta na abertura zenital que percorre toda a extensão longitudinal, e encontra um fechamento lateral constituído de telhas metálicas perfuradas que, assim como os elementos vazados, permitem a entrada de ar e luz.

Além do volume semifechado, uma área externa de recreio envolve o volume construído e se estende até os limites do talude superior. No piso, uma permissão especial da FDE: faixas de mosaico português caminham desalinhadas por toda a extensão cimentada que recobre a laje de piso, exceção feita à quadra. O desenho das linhas, quase ao acaso, entra em contraposição com a ortogonalidade e a linearidade da estrutura, e reforça a continuidade dos espaços.

"Tiramos partido da sistematização do pré-moldado e criamos espaços livres e continuados", explica Rodrigo Marcondes Ferraz. O programa do térreo compreende salas administrativas, banheiros, refeitório e quadra de esportes. Esta última, abrigada em um bloco desalinhado do volume principal, fechado lateralmente por uma grande empena azul. Ainda que mais estanque que o resto dos espaços, a ligação com o galpão principal é mantida por uma divisória de elementos vazados. A cobertura resolve-se com um misto de telhas opacas e translúcidas.

No primeiro pavimento, em um mezanino voltado para o galpão, alinham-se as salas especiais e de uso múltiplo, e no segundo pavimento, dez salas de aula organizam-se paralelas. O piso aí muda: a área passa a ser revestida de peças cerâmicas. As duas escadas de circulação permitem livre visão do entorno, ora estrutura, ora elemento vazado e cidade. Dentro das salas, as janelas voltam-se para o externo, mas a visão é sempre filtrada pela materialidade da escola: de um lado, elementos vazados, de outro, telhas perfuradas. "Os elementos vazados compõem a percepção que os alunos têm da paisagem", explica Marcondes Ferraz.


Além do concreto aparente, cores: amarelo nas salas de aula e azul na quadra, exigência da FDE. No conjunto, a escola do escritório FGMF expande-se além da racionalidade estipulada pelo FDE e organizada pela estrutura até acintosa dos pré-moldados de concreto. É a respiração livre necessária para viver o aprendizado.




 


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O projeto apresentado pela revista é fantástico, sempre tive uma tendência a utilizar elementos vazados para constituir a fachada da escola, tanto pela permeablidade visual quanto pela ventilação e os responsáveis por esse projeto o fizeram muito bem.

Outro aspecto interessante e que me tendencia é a questão de tomar partido da estrutura como elemento principal e eles relatam que isso foi determinante para a concepção dos espaços.

Muito bom!
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Educação em meio à praça

Esse post é uma continuação na sequeência de reportagens da Revista AU de Janeiro de 2009, especial sobre a arquitetura escolar.

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Especial Escolas
Educação em meio à praçaA democracia ainda subsiste na arquitetura escolar, que busca resolver o coletivo em prol da educação individual
Por Simone Sayegh Fotos Fran Parente

 

Resolver o programa escolar exigido pela Fundação para o desenvolvimento da Educação (FDE) não foi a única preocupação do escritório Apiacás Arquitetos. Muito antes disso, a deficiente dinâmica urbana já existente no terreno alvo do projeto, na periferia carente do município de Ferraz de Vasconcelos, região metropolitana de São Paulo, chamou a atenção dos jovens arquitetos que propuseram uma generosa solução urbanística para a Escola Parque Dourado V.




 Transformaram espaços subutilizados em um inconfundível pólo urbano de atração social: uma praça. A praça da escola, ou talvez dizendo, a escola da praça. Quem vem primeiro? "Nesse caso, a questão mais importante é a urbanística", explica o arquiteto Anderson Fabiano Freitas que junto com Pedro Amando de Barros desenvolveu o projeto.


O terreno cedido para a construção da nova escola divide sua área com uma escola municipal (de lata, a ser demolida) e uma estadual, e servia de passagem aos moradores dos conjuntos habitacionais do entorno, que utilizavam um caminho estreito, tímido e cheio de obstáculos que ligava duas ruas, e circundava a escola estadual e uma quadra descoberta rebaixada. Como a passagem já era consolidada pela população, a equipe do Apiacás decidiu tirar partido desse uso e incorporá-lo ao projeto da escola, de maneira a integrar áreas publicas e privadas. Propuseram então a construção de uma praça de acesso que interligasse as duas vias do entorno e também servisse diretamente a usos educacionais e culturais. O projeto permitiu trazer os alunos para vivenciar um espaço de convívio público, ao mesmo tempo em que trouxe a comunidade para dentro da escola.

A praça toma o lugar da quadra existente e se estende por entre a arquibancada que desc
e para encontrar uma grande empena para projeções de cinema e por entre a nova escadaria que desce para a via pública. "Hoje virou ponto de referência urbano e de convivência agradável entre os moradores da região", explica Pedro. Seu desenho ainda abrigava uma pista de skate, não construída, e uma escultura doada pela artista plástica Elisa Bracker, mas que por falta de verbas de transporte, ainda aguarda no ateliê da artista. "Um pequeno absurdo em todo esse processo, pois a fundação e a iluminação para a escultura foram feitas", reclama Anderson. Além da praça, a equipe de arquitetos também propôs a construção de um auditório e centro comunitário no lugar da escola de lata que será demolida. "Seria um conjunto social, educacional e cultural completo", explica Anderson.


O projeto da escola contempla uma implantação longitudinal do bloco de atividades em uma cota inferior à da praça, e dividido em três pavimentos. "A grande área do terreno nos liberou de verticalizar o projeto", explica Anderson. Como a característica de todo o plano urbanístico para o terreno privilegia a visão do entorno, a integração de usos e a liberdade de acesso, a escola acabou não sendo murada, mas somente fechada no rés do chão com gradil metálico. No nível da praça, ela se abre para as ruas. "O uso da escola é visto pela cidade e vice-versa", conclui Pedro.

Como o prédio é implantado em um desnível acentuado do terreno, o acesso é feito por meio de duas passarelas de quase dez metros de comprimento, sem apoios intermediários: uma maior leva ao grande pátio principal, e outra, mais estreita, funciona como acesso independente para pais, uma das exigências da FDE. O pátio coberto localizado na porção central do volume longitudinal é o espaço principal por excelência. Nele se intensificam a convivência, a transparência visual e a liberdade de rotas. Como para coroar sua importância, um imenso painel retrata imagens da comunidade e da própria construção da escola, pintado pelos artistas Paulo Von Poser e Giancarlo Latorraca.


De um lado do pátio distribuem-se as salas administrativas e refeitório e, de outro, a quadra coberta que forma um grande volume longitudinal protegido por elementos vazados, implantada em uma cota intermediária entre o piso das salas de aula, no térreo, e o pátio.


Para resolver a circulação horizontal, os arquitetos optaram por um corredor periférico à volta do corpo principal da escola, de maneira a formar uma contínua varanda aberta para a praça. Na fachada oposta, a varanda é protegida por elementos vazados de concreto que a abrigam de uma maior insolação. Esse modelo de circulação determinou que as portas das salas de aula fossem voltadas de um lado para um corredor de circulação aberto, mas restrito pelo talude, e de outro para uma grande área externa de recreio e lazer, onde o entorno da cidade mostra-se generoso. "As circulações nas varandas são voltadas ora para a rua e praça, ora para a vista do pôr-do-sol no horizonte da cidade", explica Anderson. A circulação vertical é marcada propositadamente pela cor vermelha e, junto dos guarda-corpos metálicos também vermelhos, da pintura azul das paredes de alvenaria, e das esquadrias amarelas das salas de aula, reforça o caráter lúdico da escola, que assim se destaca em meio à profusão de tons de cinza do concreto aparente e do piso cerâmico.



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Mais um projeto brilhante na simplicidade das soluções.
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