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Primeira escola sustentável do Brasil

O Rio de Janeiro terá a primeira escola sustentável do país. Veja a reportagem da revista super interessante:
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Primeira escola sustentável do Brasil consome até 80% menos energia
Por Lydia Cintra




Na última sexta-feira foi inaugurada a primeira escola sustentável do Brasil, no Rio de Janeiro. A Escola Estadual Erich Walter Heine é a primeira da América Latina a receber o certificado LEED Schools (Leadership in Energy and Environmental Design), do Green Building Council. Poucas têm o selo. Fora os EUA, que concentram 118 construções desse tipo, Noruega, Bali e agora Brasil somam 121 escolas certificadas em todo o mundo.


Investimento na escola foi de R$11 milhões

A lista de características que conferem o status à construção é grande. Um exemplo é o sistema que capta água da chuva para uso nas descargas dos vasos sanitários, nos jardins e na limpeza e chega a economizar metade da água potável disponível no local. Outras medidas interessantes são:

  • Iluminação toda feita com lâmpadas LED, o que reduz em até 80% o consumo de energia. Há também painéis solares para geração de energia limpa;
  • Formato da construção pensado para gerar maior aproveitamento da circulação do ar e, por isso, menor necessidade de refrigeração;
  • Coleta seletiva e espaço para armazenar lixo para reciclagem;
  • Uso de “telhado verde” com vegetação que absorve calor (deixando o ambiente com temperatura mais amena) e melhora o escoamento de água da chuva;
  • Bicicletário e vagas especiais para veículos com baixa emissão de poluentes;
  • Acessibilidade a alunos com necessidades especiais;
  • Tratamento acústico nas salas de aula, corredores e ambientes internos próximos às salas;
  • Análise prévia da qualidade do solo para a construção e uso de 70% da permeabilidade natural do terreno;
  • Reaproveitamento de 100% do material de entulho gerado durante a obra.

A certificação para construções verdes dialoga com a necessidade cada vez maior de soluções que interliguem construção civil e sustentabilidade. Segundo dados da USP, de 40% a 75% dos recursos extraídos da natureza são utilizados nesse setor, responsável por grandes impactos ambientais ao longo do processo de produção de matéria-prima, transporte, montagem e descarte.


Os “restos” gerados pelas atividades de construção e demolição geram uma massa que chega a representar 500 kg de resíduos por habitante ao ano – mesmo que seja possível reciclar ou reaproveitar a maior parte desses materiais. Por isso, iniciativas que buscam melhorar a eficiência e economia das construções são sempre bem-vindas. Você não acha?

*Fotos: Divulgação Governo do RJ

Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/primeira-escola-sustentavel-do-brasil-consome-ate-80-menos-energia/




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Muito boa a iniciativa! São apenas 120 escolas certificadas no mundo e o Brasil já figura nessa ranking. Parece que o Brasil está começando a aderir à idéia de sustentabilidade, sobretudo o poder público, que costuma optar pelas soluções mais baratas.

O custo de implantação da escola com certeza foi superior ao de uma escola comum, mas com certeza os benefícoos ao longo do tempo e para o meio ambiente com certeza pagarão o investimento em pouco tempo.

É uma boa ideia para a minha proposta de escola, inserir alguns conceitos sustentáveis no projeto. Gostei!
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Entrevistas realizada com alunos da Escola SESI / ACR

Este post contém as entrevistas realizadas com dois alunos do ensino fundamental da escola SESI Alvimar Carneiro de Rezende, durante a visita técnica realizada.
 
Entrevistei duas alunas do 9 ano do ensino fundamental, ambas com 14 anos, Juliana de Paula e Larissa Barros. Ambas compartilharam de opiniões semelhantes em relação à escola.
 
Elas consideram a escola um lugar agradável e disseram que depois da reforma recente a escola ficou bem mais limpa e organizada. Elas disseram que o ambiente que menos gostam de fato é a sala de aula e que gostariam que a escola tivesse mais tecnologia nas aulas.
 
Falaram que sentem falta de mais atividades culturais, apesar da escola já oferecer aulas de artes e etc, mas que elas gostariam de que no currículo tivesse aulas de dança ou música, por exemplo.
 
Perguntei o que elas achariam de ter uma horta na escola e aulas de culinária, elas disseram que seria muito legal.
 
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Como sempre vejo, a maioria dos estudantes tem a sala de aula como o ambiente menos atraente da escola! E agregar a tenologia no ambiente escolar como podemos ver é sempre um grande desafio a vencer.
 


[POST EM DESENVOLVIMENTO]
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Filtros de luz - Cobogós, elementos vazados e muxarabis

No post de maio onde coloquei reportagens da revista AU sobre projeto de escolas (http://interessepublicokarlarenata1sem2011.blogspot.com/2011/05/permeabilidade-luz.html) comentei que os cobogós eram elementos arquitetônicos que muito me agradavam, e sempre que pensei no projeto da escola eles me vieram à mente.

Pesquisando sobre eles achei um blog que sintetizou de maneira bem legal esses elementos. Confiram:

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Em um país como o Brasil e em uma cidade como Ribeirão Preto, a utilização de grandes panos de vidro combinada com o excesso de sol pode acarretar alguns problemas, como o super-aquecimento dos ambientes internos, além do desbotamento de tecidos e estragos em móveis e equipamentos.
Para quem procura um meio-termo entre a parede totalmente fechada e os grandes janelões de vidro, existem alguns bons recursos que fazem a diferença na arquitetura, ao barrar parte da luminosidade e ainda criar texturas diferentes na fachada da edificação.
O cobogó é o nome dado ao elemento vazado feito em cimento, criado inicialmente em Recife, pelos engenheiros Coimbra, Boeckmann e Góis.
Os elementos vazados que conhecemos atualmente, mais populares, podem ser fabricados a partir de diversos materiais, como vidro, cerâmica ou ainda o cimento, com tamanhos e desenhos diferentes.

Eles são utilizados para garantir a passagem de luz, evitar ventos excessivos, conferir privacidade a ambientes muito abertos ou apenas como substitutos mais etéreos para uma parede comum.
Podem ser utilizados no lugar de paredes externas, criando uma materialidade diferente para a edificação, próxima de uma rendilhado, através de texturas variadas, que mudam ao longo do dia, conforme a incidência do sol.
Os elementos vazados conheceram seu auge durante as décadas de 40 e 50, quando foram amplamente utilizados pelos arquitetos modernistas, como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy (o conjunto Pedregulho, no Rio de Janeiro é uma verdadeira aula sobre o assunto), entre outros. Atualmente vem ganhando importância em obras de arquitetos contemporâneos.


Parque Guinle (1948-1954) no Rio de Janeiro, projeto de Lucio Costa
Casa Pinheiros (2003) em São Paulo, projeto de Isay Weinfeld
Casa Sumaré (2007) em São Paulo, projeto de Isay Weinfeld
VGP Artigos de papelaria (2006-2007) em São Paulo, projeto de NPC Arquitetura
Escola pública do FDE (2008) em Várzea paulista, projeto de Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz Arquitetos
Cobogó Haaz (2007) de Marcio Kogan. Vencedor do prêmio IAB/SP 2008 na categoria design de objeto
Desenvolvido para a empresa Haaz, da Turquia, o cobogó é feito de mármore
O conceito do elemento vazado ou cobogó se relaciona com a idéia dos antigos muxarabis, um recurso da arquitetura árabe que emprega treliças de madeira que permitem a ventilação e iluminação, mas mantém a privacidade dos espaços interiores, permitindo a visão do exterior por quem está dentro, mas não o contrário.
Por aqui, o muxarabi foi muito utilizado na arquitetura colonial, sendo retomado por arquitetos como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, e mais recentemente por Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci (Brasil Arquitetura) e Marcio Kogan, entre outros.

 
SESC Pompéia (1982-1986) em São Paulo, projeto de Lina Bo Bardi
Casa Morumbi (1999-2001) em São Paulo, projeto do escritório Brasil Arquitetura
Casa Laranjeiras em Parati, projeto de Marcio Kogan
Casa Iporanga (2006), no Guarujá, projeto de Isay Weinfeld
Algumas empresas que trabalham com o material: Neo-Rex, Facital, Cerâmica Martins.



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Muito legal, a autora mostra alguns projetos onde os elementos vazados foram usados brilhantemente, gosto muito desses elementos, tanto pela funçao est'etica quanto de ventilacao.

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Visita Técnica: Escola SESI - Alvimar Carneiro de Rezende

 Este post está relacionado à visita técnica realizada no dia 23/05/2011 na escola SESI Alvimar Carneiro de Rezende, localizado na Via Sócrates Marianni Bitencourt, 750 no bairro Cinco em Contagem/MG.

Vista aérea do google


O SESI-ACR é uma escola tradicional na região e é conhecida por ter boa qualidade de ensino e das instalações. Lá são atendidos Ensino Fundamental, Médio e Médio Articulado com curso Técnico do SENAI, Suplência, Escola de Esportes e Escola de Cultura. A escola é partoicular e foi fundada para atender aos estudantes provindos de famílias que tinham seus provedores oriundos do comércio e da indústria. Veja um pouco da história:

Vista da fachada

Criado em 1946, o SESI – Serviço Social da Indústria –realiza anualmente cerca de dois milhões de atendimentos, a mais de mil empresas, oferecendo condições necessárias para elevar a qualidade de vida do trabalhador da indústria e seus familiares, contribuindo, dessa forma, para a melhoria da competitividade do setor industrial. Através de suas diversas áreas de atuação, o SESI-MG contribui para melhorar a qualidade de vida da comunidade industriária, para o fortalecimento da indústria mineira e para o exercício de sua responsabilidade social. Maior rede privada de educação do estado, com 64 unidades educacionais, o SESI oferece à população programas de educação básica que vão do infantil ao ensino médio.

O SESI também oferece diversas oportunidades de acesso a práticas recreativas e esportivas, privilegiando um estilo de vida mais saudável. Desenvolve, igualmente, ações focadas na saúde do trabalhador e segurança do trabalho. Na área de cultura, o trabalho desenvolvido pelo SESI-MG visa democratizar o acesso aos bens culturais, promovendo a valorização das manifestações e vocações de cada região do estado. No campo da ação social, o SESI realiza projetos que beneficiam diretamente os industriários no atendimento a pessoas com deficiência e aposentados, além de priorizar a qualificação profissional básica e a qualidade da alimentação do trabalhador.


Essa é a vista do corredor das salas de aula para o pátio. Vemos um pátio amplo, limpo e organizado. É um pátio central, com salas em volta no segundo pavimento e rampa para acessibilidade.



Essa vista dá pra ver melhor o corredos das salas de aula e o pátio, próximo à entrada.


Corredor das salas de aula. Limpos e organizados, as paredes têm cores diferentes. Segundo a administração, a escola foi reformada recentemente.







As três fotos acima mostram as salas de aula, o mobiliário parece ser novo e bem conservado. A organização é bem tradicional, salas em forma retangular e carteiras dispostas em fila.






As duas fotos acima são do banheiro feminino, são vários banheiros dispostos em pontos estratégicos da escola.



Cantina ampla e organizada, o mobiliário é unificado, ao invés de utilizarem as mesas separadas com 4 lugares criaram mesões para mais pessoa, o que favorece as interações neste local.

 

Pátio externo e caminho para o ginásio.


Quadras poliesportivas, são várias quadras dispostas na parte dos fundos da escola.





Arena para atividades extra-classe, teatro e outras.
A escola conta ainda com piscina, auditório, laboratórios de informática e biblioteca.
Infelizmente não foi possível fotografar.


Durante a visita, foi possível perceber que os alunos de diversas idades convivem muito bem nas instalações da escola. Como foi reformada recentemente a escola apresenta boa conservaçao, tanto das instalações quanto do mobiliário.

Achei a implantação com pátio central interessante, pois é facil visualizar a maior parte das salas de aula, fora que dá uma visão ampla do pátio.

Infelizmente não consegui material de plantas arquitetônicas da escola, para uma análise mais aprofundada, mas creio que a escola resolva-se muito bem dentro da área existente. De maneira geral as pessoas que abordei (entre estudantes e funcionários) não tiveram reclamações a fazer.

Imagens: Karla Renata Resende
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'Fracasso escolar é o fracasso do sistema educacional'

Este post não trata da arquitetura escolar, mas de alguns assuntos que já foram abordados no blog e que tratam de questões muito importantes da escola, e que devem ser considerados num bom projeto também.

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'Fracasso escolar é o fracasso do sistema educacional', diz especialista
Pesquisa aponta que só 25% saem da escola sabendo ler e escrever.
Psicopedagoga Nadia Bossa participa de grupo de atendimento no HC.

Nadia Bossa vai apresentar na 18ª Educar, o congresso internacional de educação, aberto nesta quarta-feira (18), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, alguns resultados de sua pesquisa em uma palestra sobre o fracasso escolar.
Em entrevista ao G1, ela diz que os problemas de aprendizagem revelam uma “infecção” no sistema educacional que, como tal, precisa ser tratado.
O que a neurociência nos ensina sobre o aprendizado?O ensino fundamental acontece numa fase da vida da criança que biologicamente temos todas as possibilidades de aprendizado. Uma vez superada esta idade tudo o que se construir não terá o efeito na constituição cerebral. Estamos perdendo o melhor momento do desenvolvimento da criança, que é dos 4 aos 14 anos. Se isso não acontece na idade adequada, estamos limitando a inteligência do povo. Se não usarmos os nossos neurônios nas atividades requeridas pelas atividades acadêmicas estas ligações não vão acontecer, e na vida adulta vamos ter de conviver com uma população com capacidade de raciocínio limitada.

Qual seria o caminho para melhorar este quadro?A primeira coisa é fazer este alerta, conscientizar o povo usando todos os espaços para fazer um retrato verdadeiro da situação da nossa escola e identificando alguns dos maiores problemas quem sabe se consegue mudar alguma coisa. Se o fracasso escolar é um sintoma dos nossos tempos do nosso país e este sintoma, como uma febre, indica uma infecção, também indica uma doença do nosso sistema educacional que se não tratada em breve vai inviabilizar a possibilidade de crescimento do nosso país. O que se estuda sobre educação e o que se pesquisa nunca sai de dentro da universidade porque quem ocupa os postos de grandes tomadas de decisões não são os grandes estudiosos e pesquisadores.







Estudantes em sala de aula (Foto: TV Globo
/Reprodução)
Como qualificar um fracasso escolar?A autonomia intelectual que a escola deveria garantir ao aluno não existe. A gente observa que os alunos concluem ensino fundamental e médio sem condições de fazer a leitura de um texto simples. Eles não compreendem as quatro operações fundamentais de forma que elas possam ser utilizadas na vida cotidiana. O que a gente aprende na escola nada mais é que a vida escrita em uma outra linguagem. Não saber interpretar este esquema de representação desvincula a escola da vida. O que se aplica na escola não se aplica na vida, o que se aprende na vida não serve para interpretar na escola. Está aí o grande fracasso. E isso piora a cada ano. Quando se eliminou a questão da reprovação, os alunos e professores não tinham mais instrumento numérico para avaliar a questão da aprendizagem, a coisa foi se agravando. Tirou-se a reprovação e não se colocou outro instrumento. Quem concluiu o ensino fundamental em grande parte sai da escola sem sequer saber ler e operar de verdade as quatro operações fundamentais. Então podemos dizer que o fracasso escolar é o fracasso do sistema educacional. É um sintoma que revela que a educação brasileira vai de mal a pior.


E de quem é a culpa pelo fracasso? Do aluno, da escola ou dos pais?Em vez de fracasso, prefiro dizer que a responsabilidade pelo sucesso de uma criança na escola é dos nossos governantes e das famílias naquilo que teriam como direito de exigir dos governantes.


Quais as principais causas para o fracasso de um aluno na escola?Um grande número de alunos que estão concluindo o ensino fundamental sem condições de ler e escrever e operar as quatro operações tiveram interferência por variáveis que vão desde a qualidade do ensino, e esta questão é a primordial, aliado à desestrutura familiar, muito mais decorrente de fatores socioeconômicos e, em uma escala menor, de problemas de saúde física, emocional. Problema emocional, cognitivo e pedagógico tudo misturado. Para um aluno ter um desempenho razoável na escola são necessários desde a alimentação saudável até ter a condição emocional e cultural para levar a escola com a devida seriedade. Temos crianças mal alimentadas, famílias desestruturadas, um tremendo equívoco da função da escola pela população. Muitas vezes nem mesmo os professores sabem qual é o objetivo e o porquê de ter determinados conhecimentos. Família e estudantes também não sabem para que serve todo aquele conteúdo. A pessoa se pergunta: “Por que preciso saber história, geografia, equação?”. São tantos outros apelos na vida, existem tantas outras coisas interessando as crianças e adolescentes, que fica difícil para escola e o conhecimento tomar um lugar de destaque na mente do jovem.


A parceria entre escolas e família é fundamental. Mas como uma escola pode ser parceira de todas as famílias de centenas de alunos?
A escola deveria se aproximar mais das famílias. É preciso que alguém ensine porque os pais precisam respeitar o professor, dar a devida importância para as tarefas escolares, ensinar os filhos a terem cuidado com o patrimônio das escolas, e sobre a importância dos livros. Se os pais não sabem, eles não vão saber por que fazer e como fazer. Muitas vezes o professor diz para os pais que o filho está tendo problemas de aprendizagem. Mas os pais não sabem o que fazer. Um responsabiliza o outro. Além disso, as políticas educacionais vêm de cima para baixo sem uma base segura. Quem ocupa os cargos mais importantes politicamente na educação nunca é um educador, mas um advogado ou economista, que certamente não tem a sensibilidade, percepção e visão de um educador.
Pesquisa mostrou que estudantes saem da escola
sem saber ler e escrever (Foto: TV Globo/
Reprodução)
E o professor, o que pode fazer?Percebemos que muito professor não tem o devido conhecimento na área à qual ele é formado e devia ser especialista. E, para piorar, tem a questão da inclusão. Eles têm dentro de sua sala de aula os alunos de inclusão portadores de algum tipo de transtorno, que têm direito à educação. Mas o professor precisa de assistência para isso, e muitas vezes isto não acontece. E além do conteúdo didático o professor precisa tratar de temas transversais (como bullying, alimentação saudável, diversidade, violência no trânsito), que teoricamente teriam de estar preparados para isto também.


Um projeto de lei quer aumentar a carga horária escolar em mais 20%, e exigir frequência mínima de 80%. Na sua opinião isso vai melhorar a educação? O problema afinal é quantidade ou qualidade do ensino?O problema é a qualidade. É muito bom que se aumente a quantidade de horas, mas isto deveria acontecer depois de melhorar muito a qualidade do que se ensina a escola. Do que adiante mais tempo para ficar na escola sem nada aprender? O professor fica mais tempo envolvido em uma tarefa para a qual ele está preparado.

Disponível em: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/05/fracasso-escolar-e-o-fracasso-do-sistema-educacional-diz-especialista.html
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