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Obra Análoga 3: CIEPs - Centros Integrados de Educação Pública - Oscar Niemeyer e cia



Essa terceira obra análoga apresentada representou um marco na construção de escolas no Rio de Janeiro nos anos 80. Fruto do empenho de uma grande equipe e incentivos governamentais.

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Os CIEPs foram uma das políticas mais marcantes do governo Brizola, e pretendiam revolucionar o ensino público no Rio de Janeiro nos anos 80. Com a demanda dos centros, o arquiteto Orcar Niemeyer criou uma escola ampla, bonita, funcional e 30% mais barata que um prédio escolar convencional, conciliando custo, estética, velocidade. Com o desafio de atender a essas necessidades, Niemeyer, com a colaboração de Carlos Magalhães da Silveira, José Manoel Klost Lopes da Silva, João Cândido Niemeyer Soares e Hans Muller, utilizando o concreto pré-moldado, conseguiu em apenas quatro meses erguer o primeiro deles.



            

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Desse projeto, a idéia de modulação e de utilização de peças pré-moldadas ou pré-fabricadas visando diminuir os custos e o prazo de execução da obra será utilizada na proposta desse TFG, além, claro, da estrutura como elemento plástico e harmônico.
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Obra Análoga 2: Escola Municipal de Primeiro Grau Jean Piaget - Raul Macadar

0Uma outra obra análoga interessante que encontrei foi a Escola Municipal de Primeiro Grau Jean Piaget, em Porto Alegre, projetada pelo arquiteto Raul Macadar.

Infelizmente ainda não recebi o material oficial da escola, mas as imagens abaixo servem como parâmetro para analisar os motivos da escolha.
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Projetada pelo arquiteto Raul Macadar, a escola foi denominada “Construtivista” e sugeria uma mudança nos padrões arquitetônicos existentes ate então nas escolas públicas. Sua Implantação foi feita em quatro blocos isolados, interligados por um pátio coberto. As salas de aula tem formato hexagonal, diferente das salas de aula tradicionais que propunham o formato retangular. Estudos de psicologia ambiental comprovam que essa disposição diminui o individualismo, além de potencializar a criatividade e as interações entre os alunos.
Planta das Salas de Aula em formato  próximo ao Hexagonal
 
Implantação dos blocos – Relacao com o pátio
Interessantemente e, provavelmente, não por acaso, Jean Piaget foi um grande estudioso dos ambientes escolares, talvez por isso o nome da escola seja tão oportuno. 
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Dessa proposta, pretendo aplicar no meu projeto o conceito da forma das salas de aula, proporcionando um ambiente mais criativo e dinâmico, além da implantação com permeabilidade entre a área externa e interna da escola.
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Obra análoga 1: Escola Padrão do Estado - Flávio Agostni

Pesquisando sobre novos modelos de escolas públicas, tive contato com o Arquiteto Flávio Agostini, que fez, a pedido da Secretaria de Educação de Minas um projeto para mudança dos modelos de escolas atuais.

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Realizado pelo arquiteto Flávio Agostini para a Secretaria Municipal de Educação, o projeto para a Nova Escola Padrão do Estado, pretendia revolucionar os padrões utilizados ate então para a construção de escolas da rede pública. Em entrevista com o arquiteto, ele disse que a idéia era criar uma espécie de modulação que levaria em conta as diversas formas possíveis de terrenos, bem como suas declividades e criar módulos que pudessem ser associados de infinitas maneiras para se adequar a cada situação. O arquiteto além de analisar as formas e espaços necessários, analisou todos os fluxos de atividades e possibilidades de situações, conforme diagramas mostrados abaixo.




Flávio propôs também, uma planta que fosse permeável com as áreas livres da escola, bem como a flexibilidade de usos de determinados espaços da escola, que pudessem ser abertos à comunidade nos finais de semana e dias em que a escola não funcionasse, através de setorização e fechamentos dos espaços. O projeto seria utilizado pelos arquitetos da secretaria de educação, que teriam unicamente o trabalho de adaptar os módulos às necessidades de cada região e terreno. Flávio queria sair completamente da forma presa das antigas escolas que eram sempre em “H”. Segundo ele, o projeto nunca foi executado por questões políticas. 



Fonte: entrevista com o arquiteto realizada em abril/2011.
           www.m3arquitetura.com.br
 
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Dessa proposta, a idéia de setorização e abertura de espaços para a comunidade foram idéias que pretendo aplicar na minha proposta. Bem como a permeabilidade dos blocos tendo jardins e pátios internos, que criam um ambiente agradável e lúdico. 

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Entrevista com o arquiteto Flávio Agostini

Neste post vou colocar a entrevista realizada com o Arquiteto Flávio Agostini, que projetou um novo modelo de escola para a Secretaria de Educação de Minas Gerais.


Na entrevista realizada no dia 27/04/2011 no escritório do próprio arquiteto em Belo Horizonte/MG ele falou sobre a experiência de projetar um novo modelo de escola. Flávio conta que queria sair totalmente dos antigos padrões de escolas e fazer algo que pudesse de certa maneira revolucionar a maneira como as escolas eram concebidas.

Para isso ele queria deixar de lado o projeto padrão dos anos 70 das implantações em H, com a caixa de escada no meio, que ele considerava muito sem graça. Até mesmo porque, nem sempre esse modelo adapta-se bem a todos os terrenos, gerando uma dificuldade aind amaior, que é a de consgeuir, muitas vezes no meio urbano um terreno excelente, que caiba isso, e que, segundo ele, é bem difícil de encontrar, principalmente nas regiões mais pobres.

Dessa forma antiga de se fazer escola o governo acaba gastando muito cm fundações enormes para sustentas a estrutura. Pensando nisso ele propôs um projeto que adequasse bem a vários terrenos, a princípio ele pensou em 3 situações para o terreno:um terreno  comprido, um quadrado e um intermediário, sendo que todos eles deveriam ter uma área mínima necessária para implantar os módulos necessários.

Dessa maneira, ele projetou faixas de prédios, com módulos de salas de aulas, módulos de banheiros, módulos de administração e etc. Portanto, cada faixa poderia ser ajustável e a partir de uma delas fazer rampas de acesso, as faixas poderiam engordar ou emagrecer e dessa forma o projeto virou um jogo, uma espécie de Lego, que se adapta a cada necessidade.

Ainda nos módulos, o arquiteto previu três possibilidades de inclinações, e criou três módulos de cada um (administração, sala, ...) para inclinações de 10 a 20%. Podendo utilizar um ou outro.

Com essas características os projetos não seriam mais cópia de um modelo e sim uma gestão de projetos conforme a demanda, o que faria com que o DEOP tivesse que ter uma equipe de arquitetos lá dentro para trabalhar com esses módulos e essa gestão de projetos, segundo o arquiteto, foi por esse motivo que o modelo não seguiu em frente, pois entrariam questões políticas envolvendo a execução.

Durante a entrevista Flávio falou também sobre o desafio de projetar uma escola nos dias de hoje, uma vez que as demandas mudam muito e hoje o que atende em pouco tempo fica obsoleto. Principalmente em relação às tecnologias, pois as escolas ainda não aderiram totalmente à essas praticas, mas em um espaço curto de tempo ele acredita que várias coisas serão acrescentadas no meio escolar, por isso os projetos devem tentar ao máximo absorver essas demandas de tecnologias.

Outro aspecto levantado por Flávio Agostini, foi a questão da escola aberta, que hoje já é projeto da PBH e que ele acredita que seja muito interessante, pois a escola passa a ter a presença da comunidade e com isso mais proteção, pois a própria comunidade cuida.

Obrigada Flávio, por nos receber e nos ceder a entrevista com tanta boa vontade!
 
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