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Colégio rejeita matrícula de cadeirante

Nessa nova sequência de posts quero abordar o tema da acessibilidade nas escolas públicas.
Vejam a reportagem a seguir:

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Na contramão do que propõe a legislação brasileira, escolas privadas têm se negado a incluir alunos portadores de necessidades especiais em salas comuns.Em tempos de matrículas para a volta às aulas, pais de filhos deficientes ainda encontram portas fechadas quando o assunto é inclusão social. Belo Horizonte não foge à regra.

Apesar de a rede pública de ensino apontar que, em 10 anos, o acesso de portadores de deficiência às escolas municipais passou de 781, em 2001, para 2.771, no ano passado, uma escola da rede particular na cidade nada contra esta corrente. Nos últimos dias, o Colégio Cristão, da Igreja Batista da Lagoinha, negou a entrada de um garoto cadeirante, de 11 anos, sob a alegação de que não há estrutura para ele na instituição. “ É um absurdo e não é incomum, principalmente, nesta época do ano.

A grande arma contra isso é a denúncia”, alerta Nelson Garcia, superintendente de Políticas para Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Estado de Defesa Social (Sedese). Depois de visitar 18 escolas que não tinham acessibilidade para seu filho cadeirante, a universitária Fabiana Carvalho decidiu procurar o Colégio Cristão, na Região Noroeste da capital, que cobra mensalidade de R$ 510 para o 6º ano do ensino fundamental. “Como é uma instituição evangélica, que conta com poucos alunos dentro de sala, achei que seria ideal para meu filho.

Mas, desde dezembro, espero uma resposta e, somente esta semana, mandaram um e-mail informando que não poderiam recebê-lo por causa de suas limitações”, conta, indignada, Fabiana. Ela diz que os diretores da instituição de ensino sequer conheceram o menino. “Eles, que propagam tanto o amor a Deus e ao próximo, negaram ao meu filho o direito de estudar ali”, lamenta.

Mas a escola se defende e diz que fechou as portas para o garoto porque temia por ele. “O caso era delicado. O garoto, segundo nos relatou a própria mãe, tem uma fragilidade nos ossos, o que o deixava na cadeira de rodas. Como vou colocá-lo numa sala de aula com 40 alunos? Poderia ser um risco para a saúde dele. Não somos obrigados a aceitar”, diz a diretora pedagógica do Colégio Cristão, Sara Teixeira.

A argumentação é contestada por Nelson Garcia. Segundo ele, a legislação internacional das Organizações das Nações Unidas (ONU), que foi implantada no Brasil, diz que a falta de acessibilidade pode ser considerada discriminação. “E nesse caso, a escola não é quem decide se o menino corre, ou não, um risco, e sim, um médico que deve avaliar as condições.
A educação é a porta de entrada para a quebra de preconceitos para as futuras gerações”, ressalta, lembrando que um dos pré-requisitos de cadastro de uma escola no Ministério da Educação (MEC) é a acessibilidade. “Temos avançado muito, mas é importante denunciar essas portas fechadas para o Ministério Público ou o MEC, para que o lugar seja fiscalizado”, avisa.

Fabiana voltou com o filho para a escola Instituto Presbiteriano de Ensino de Minas Gerais (Ipemig), no qual em salas comuns o menino é bem cuidado e recebe atenção. “Infelizmente, o Ipemig só oferece até o 7º ano. Assim, em 2012, terei que buscar uma nova escola para ele”, diz ela, informando que avalia a possibilidade de acionar a Justiça contra o Colégio Cristão.

Rede pública
Na rede municipal de Belo Horizonte, das 186 escolas, 80% têm adaptações para a acessibilidade, segundo dados da Secretaria Municipal de Educação. “Temos um trabalho constante de acompanhamento desses alunos e, em nenhuma delas é permitido negar vaga a um estudante portador de necessidades”, garante Elaine da Costa, da equipe de Inclusão Escolar da Pessoa com Deficiência da secretaria. Segundo ela, as 20% que ainda não são adaptadas já estão em processo para se adequar.



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Essa é uma questão muito importante, pois em tempo de acessibilidade a todos os lugares a escola não pode ser uma barreira para as pessoas portadoras de necessidades especiais.

Um projeto de escola atualmente requer muito mais atenção e deve contemplar muito mais aspectos do que era feito no passado.

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Desinteresse é o principal motivo da evasão

Esse post mostra o resultado de uma pesquisa realizada pela FGV-RJ sobre os motivos da evasao escolar.
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A falta de interesse pela escola é o principal motivo que leva o jovem brasileiro a evadir. A pesquisa Motivos da Evasão Escolar, lançada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas - FGV-RJ, revela que 40% dos jovens de 15 a 17 anos que evadem deixam de estudar simplesmente porque acreditam que a escola é desinteressante.
A falta de interesse pela escola é o principal motivo que leva o jovem brasileiro a evadir. A pesquisa Motivos da Evasão Escolar, lançada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas - FGV-RJ, revela que 40% dos jovens de 15 a 17 anos que evadem deixam de estudar simplesmente porque acreditam que a escola é desinteressante. A necessidade de trabalhar é apontada como o segundo motivo pelo qual os jovens evadem, com 27% das respostas, e a dificuldade de acesso à escola aparece com 10,9%.
Coordenada pelo economista Marcelo Neri, a pesquisa mostra que, apesar de diversos estudos demonstrarem o impacto da Educação na qualidade de vida e na renda dos indivíduos, em 2006, 17,8% da população 15 a 17 anos, que deveriam estar cursando o Ensino Médio, caso não houvesse atraso escolar, estavam fora da escola.
Entre as motivações que levaram esses jovens a evadir, na comparação entre 2004 e 2006, o desinteresse pela escola caiu de 45,12% para 40,29%, embora ainda seja o principal motivo. Já a necessidade de trabalhar aumentou de 22,75% para 27,09%.
O coordenador da pesquisa acredita que o desinteresse do jovem pela escola reflete a falta de demanda por Educação. "O que a pesquisa está mostrando é que não basta garantir o acesso ou criar programas de transferência de renda para assegurar que esse jovem permaneça na escola, é preciso torná-la mais atrativa, interessante e cativante. O problema da evasão é grave e atinge quase 20% da população de 15 a 17 anos", explica.
Na opinião do pesquisador, as políticas públicas só terão sucesso se houver a concordância e a participação dos pais e os alunos. "É preciso entender as necessidades dos clientes dessas políticas", explica. Marcelo Neri diz que é importante informar e conscientizar esses jovens sobre os benefícios trazidos pela Educação e atraí-los à escola.
Na avaliação de Wanda Engel, superintendente executiva do Instituto Unibanco, uma das organizações que patrocinam o estudo, esses dados refletem uma situação preocupante. "As pessoas não estão atentas a esse problema, nem os governos, nem a opinião pública, nem a mídia, não se deram conta de que isto é uma bomba relógio. Estamos alimentando a exclusão desses jovens da entrada no mercado de trabalho moderno e, pior do que isso, excluindo o País de condições de competitividade no mercado internacional", argumenta.
Segundo Wanda Engel, falta ao jovem entender que a Educação é um investimento necessário. "Conseguir o diploma do Ensino Médio é essencial para entrar na vida adulta", afirma. Para ela, o problema precisa ser atacado em três níveis: criar as condições mínimas para que esse jovem freqüente a escola; melhorar a qualidade da escola; e fazer um trabalho para que esse jovem readquira a sua capacidade de sonhar com um futuro. "Os gestores públicos precisam conhecer o fenômeno, avaliar na sua própria realidade o que pesa mais desses três níveis e desenvolver estratégias específicas para cada um", explica.
O estudo, patrocinado por Fundação Educar DPaschoal, movimento Todos Pela Educação, Instituto Unibanco e Fundação Getulio Vargas - Rio de Janeiro, foi realizado com base nos suplementos de Educação das PNADs de 2004 e 2006 e na Pesquisa Mensal do Emprego - PME/IBGE, utilizando as respostas diretas de pais e alunos sobre os motivos da evasão escolar.


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É preciso criar condições que atraiam cada vez mais os jovens para a escola, além da melhoria dos currículos e do ensino de modo geral, adaptar os espaços físicos à nova realidade das crianças e jovens também parece algo importante nesse sentido.
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Pais denunciam sucateamento de escola

Nesse post vou mostrar o triste estado de conservação de uma escola na Bahia. Os pais dos alunos denunciaram os absurdos que estavam ocorrendo.
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1. Sala de aula suja, com carteiras quebradas:
2. Tem sala de aula que os buracos competem com os das ruas da cidade;
3. O Balde Pia: um balde de plástico que é utilizado como pia para os alunos lavarem às mãos;
4. O cano estourado faz com o mal cheiro chegue até a cantina;
5. Pilhas de carteiras quebradas expostas ao sol e a chuva:
6. Escolas cheias de mato expõem os alunos a insetos e aos bichos peçonhentos.
Estes são apenas alguns dos inúmeros problemas das escolas denunciados pelos alunos e professores.



Nesses últimos anos, sem dúvida o que mais causa repulsa à sociedade é a maneira com a qual a educação pública é tratada, o notório sucateamento das escolas municipais. Indignados, pais e professores denunciam a má aplicação dos recursos devido às estruturas físicas detonadas e a precariedade pedagógica nas entidades.

Quando o município iniciou o ano letivo, no dia 07 de fevereiro, deixou muitos pais apreensivos de tanta indignação e revolta devido os angustiantes transtornos na primeira semana de aula.
A professora Paula Vielmo, na matéria “Indignados pais denunciam o sucateamento da educação em Barreiras" postada no site www.novoeste.com,
 comenta sua felicidade em saber que na cidade ainda tem pais dispostos a cobrar de seus governantes suas responsabilidades e que não aceitam tudo calados. “
Ao contrário do que se costuma dizer, escola pública não é de graça, ela custa alto para o povo e o retorno é quase invisível. Temos que cobrar o que nos é de direito, ” alerta Paula.
A verdade é que choveram denúncias de pais, professores e simpatizantes da causa na redação do Novoeste, dentre elas que tinha escolas onde
crianças não tinham onde sentar, e em outras para sentar as crianças tinham que disputar as carteiras, muitas ficavam improvisadas, sentadas no chão ou eram obrigadas a voltar para casa porque não tinham onde sentar. Tinham escolas que até o professor sequer  tinha mesa.

Uma das mães que procurou a redação do Novoeste contou que o filho estava sentando em cadeiras de bar, que não recebia tarefa para casa, que a professora alegava que era porque a máquina de xerox da escola encontrava-se quebrada.


Se é calamidade ou não na atual gestão, a verdade é
que é notório os direitos básicos dos cidadãos que pagam tantos impostos e sonham com uma educação digna para seus filhos, serem negados à todo instante, o que mostra a total falta de compromisso com o bem estar da população, que padece à cada dia.


Fundo Fixo de Caixa nas escolas municipais - Sobre esse fundo a denúncia é que a lei é
desrespeitada pela gestão atual. Prova disso é que muitas escolas às vezes não têm sequer papel higiênico ou outros materiais básicos para manter o bom funcionamento da entidade. Consequência disso, os(as) professores(as), juntamente com a diretoria são obrigadas a apelar para os pais, para o comércio ou fazer outros tipos de malabarismos para adquirir esses materiais, exemplo são as rifas e os eventos.



E como Paula Vielmo, no texto “Barreiras inicia ano letivo 2011: vamos à verdade!” postado no seu blog, desmentiu uma matéria veiculada em algumas mídia e no site oficial da prefeitura que maquiava uma realidade nada bela e cada vez mais caótica que é “trabalhar na educação de Barreiras, sob a administração da atual gestora e sua
incompetente equipe, é desesperador. Absolutamente, desesperador!”
 Conselho Municipal de Educação - Felizmente, as denúncias quanto ao sucateamento e a precariedade nas escolas públicas de Barreiras são feitas pelo pais de alunos e de professores. Na cidade existe formado um Conselho Municipal de Educação, mas lamentavelmente, não exerce suas funções que seriam, além de garantir a gestão democrática da educação e um ensino de qualidade no município, tem a de fiscalizadora de promover sindicâncias; aplicar sanções a pessoas físicas ou jurídicas que não cumprem leis ou normas; solicitar esclarecimento dos responsáveis ao constatar irregularidades e denunciá-las aos órgãos competentes: Ministério Público, Tribunal de Contas e a Câmara de Vereadores. Sequer existe alguma ação desse Conselho sobre a situação da educação no município.

Por Tenório de Sousa



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É impressionante como o poder público permite que uma escola chegue ao ponto que essa chegou. É realmente muito importante a intervenção da população para fazer valer seus direitos, uma vez que, como a própria entrevistada disse, as escolas públicas não são gratuitas, o povo paga por ela e deve exigir que se tenha ambiente de qualidade, com o mínimo necessário para o desenvolvimento das crianças.
Infelizmente  isso não ocorre somente na Bahia, em vários estados do Brasil, inclusive em Minas Gerais, se procurarmos um pouco encontramos situações semelhantes a esta.

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