Neste post vou colocar a entrevista realizada com o Arquiteto Flávio Agostini, que projetou um novo modelo de escola para a Secretaria de Educação de Minas Gerais.
Na entrevista realizada no dia 27/04/2011 no escritório do próprio arquiteto em Belo Horizonte/MG ele falou sobre a experiência de projetar um novo modelo de escola. Flávio conta que queria sair totalmente dos antigos padrões de escolas e fazer algo que pudesse de certa maneira revolucionar a maneira como as escolas eram concebidas.
Para isso ele queria deixar de lado o projeto padrão dos anos 70 das implantações em H, com a caixa de escada no meio, que ele considerava muito sem graça. Até mesmo porque, nem sempre esse modelo adapta-se bem a todos os terrenos, gerando uma dificuldade aind amaior, que é a de consgeuir, muitas vezes no meio urbano um terreno excelente, que caiba isso, e que, segundo ele, é bem difícil de encontrar, principalmente nas regiões mais pobres.
Dessa forma antiga de se fazer escola o governo acaba gastando muito cm fundações enormes para sustentas a estrutura. Pensando nisso ele propôs um projeto que adequasse bem a vários terrenos, a princípio ele pensou em 3 situações para o terreno:um terreno comprido, um quadrado e um intermediário, sendo que todos eles deveriam ter uma área mínima necessária para implantar os módulos necessários.
Dessa maneira, ele projetou faixas de prédios, com módulos de salas de aulas, módulos de banheiros, módulos de administração e etc. Portanto, cada faixa poderia ser ajustável e a partir de uma delas fazer rampas de acesso, as faixas poderiam engordar ou emagrecer e dessa forma o projeto virou um jogo, uma espécie de Lego, que se adapta a cada necessidade.
Ainda nos módulos, o arquiteto previu três possibilidades de inclinações, e criou três módulos de cada um (administração, sala, ...) para inclinações de 10 a 20%. Podendo utilizar um ou outro.
Com essas características os projetos não seriam mais cópia de um modelo e sim uma gestão de projetos conforme a demanda, o que faria com que o DEOP tivesse que ter uma equipe de arquitetos lá dentro para trabalhar com esses módulos e essa gestão de projetos, segundo o arquiteto, foi por esse motivo que o modelo não seguiu em frente, pois entrariam questões políticas envolvendo a execução.
Durante a entrevista Flávio falou também sobre o desafio de projetar uma escola nos dias de hoje, uma vez que as demandas mudam muito e hoje o que atende em pouco tempo fica obsoleto. Principalmente em relação às tecnologias, pois as escolas ainda não aderiram totalmente à essas praticas, mas em um espaço curto de tempo ele acredita que várias coisas serão acrescentadas no meio escolar, por isso os projetos devem tentar ao máximo absorver essas demandas de tecnologias.
Outro aspecto levantado por Flávio Agostini, foi a questão da escola aberta, que hoje já é projeto da PBH e que ele acredita que seja muito interessante, pois a escola passa a ter a presença da comunidade e com isso mais proteção, pois a própria comunidade cuida.
Obrigada Flávio, por nos receber e nos ceder a entrevista com tanta boa vontade!





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