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Os blocos das salas de aulas se relacionam em aparente desordem
Arquitetura integra espaços entre os muros da escola
Através de concursos, os arquitetos colombianos têm sido chamados a desenhar escolas, bibliotecas, museus e espaços públicos em áreas degradadas de grandes cidades, como a capital Bogotá, Medellín e Cartagena. O projeto do jardim de infância El Porvenir, com o qual Giancarlo Mazzanti foi um dos vencedores de um concurso realizado em 2005, é parte desse processo de revitalização urbana em curso na Colômbia há cerca de dez anos.
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| A vista aérea enfatiza a implantação no entorno, onde predominam casas em condições precárias de manutenção |
A vitória de Giancarlo Mazzanti no concurso promovido pela Secretaria de Integração Social da Colômbia para criar uma série de escolas de primeira infância (destinadas a alunos com até cinco anos) representou outra oportunidade de praticar boa arquitetura em contexto degradado, como já fizera no projeto para a Biblioteca Parque Espanha (2007), no topo do bairro Santo Domingo, em Bogotá. E boa arquitetura, no caso do Jardim Social El Porvenir, implantado no bairro residencial de Bosa, na capital, é aquela que, “além de cumprir seu papel específico, de equipamento urbano, funciona também como espaço social, educativo e de vida digna”, define Mazzanti.
O projeto levou em conta a possibilidade de reprodução em outras localidades e de estabelecer um diálogo amistoso com o local de implantação. Era preciso que a proposta fosse adaptável, com economia de meios, a topografias, formas e dimensões variadas de lotes, resguardando o cotidiano escolar sem isolar a instituição da comunidade que a envolve.
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| Os edifícios de uso público, à esquerda, funcionam como uma espécie de fachada principal da escola |
As construções configuram volumes coesos, de dois pavimentos, feitos com concreto e vedações envidraçadas. No espaço interno, privativo da escola, elas abrigam as salas de aulas e apoio, encadeadas por meio de um corredor de traçado irregular; no externo, os ambientes de múltiplo uso, o refeitório e enfermaria.
Seus domínios estão claramente sinalizados pelos muros vazados, de malha de tubos metálicos brancos, que conferem identidade ao projeto. Eles conformam geometrias regulares e irregulares que se relacionam com o entorno sem definir frentes ou fundos, entradas principais ou secundárias. A semitransparência dos muros da escola colabora para essa integração amistosa da arquitetura com o contexto.
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| As salas de aulas estão posicionadas no interior do anel oval, contíguo ao bloco externo, destinado ao uso da comunidade. A transição entre eles ocorre através de pátio com contorno irregular |

As salas de aulas ocupam blocos de concreto, com dois pavimentos e fachada envidraçada

O corredor oval e coberto, que cerca a escola, contrapõe-se aos pátios de desenho irregular existentes em seu interior

Cada classe tem um pátio privativo
Texto de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 369 Novembro de 2010
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 369 Novembro de 2010
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Achei a proposta de Mazzanti além de inovadora belíssima. A implantacão diferenciada proporciona várias ambientações diferentes do espaço, gerando nos usuários uma sensação de surpresa.
A fachada é muito bonita e bem resolvida.








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