No post de maio onde coloquei reportagens da revista AU sobre projeto de escolas (http://interessepublicokarlarenata1sem2011.blogspot.com/2011/05/permeabilidade-luz.html) comentei que os cobogós eram elementos arquitetônicos que muito me agradavam, e sempre que pensei no projeto da escola eles me vieram à mente.
Pesquisando sobre eles achei um blog que sintetizou de maneira bem legal esses elementos. Confiram:
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Em um país como o Brasil e em uma cidade como Ribeirão Preto, a utilização de grandes panos de vidro combinada com o excesso de sol pode acarretar alguns problemas, como o super-aquecimento dos ambientes internos, além do desbotamento de tecidos e estragos em móveis e equipamentos.
Para quem procura um meio-termo entre a parede totalmente fechada e os grandes janelões de vidro, existem alguns bons recursos que fazem a diferença na arquitetura, ao barrar parte da luminosidade e ainda criar texturas diferentes na fachada da edificação.
O cobogó é o nome dado ao elemento vazado feito em cimento, criado inicialmente em Recife, pelos engenheiros Coimbra, Boeckmann e Góis.
Os elementos vazados que conhecemos atualmente, mais populares, podem ser fabricados a partir de diversos materiais, como vidro, cerâmica ou ainda o cimento, com tamanhos e desenhos diferentes.
Eles são utilizados para garantir a passagem de luz, evitar ventos excessivos, conferir privacidade a ambientes muito abertos ou apenas como substitutos mais etéreos para uma parede comum.
Podem ser utilizados no lugar de paredes externas, criando uma materialidade diferente para a edificação, próxima de uma rendilhado, através de texturas variadas, que mudam ao longo do dia, conforme a incidência do sol.
Os elementos vazados conheceram seu auge durante as décadas de 40 e 50, quando foram amplamente utilizados pelos arquitetos modernistas, como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy (o conjunto Pedregulho, no Rio de Janeiro é uma verdadeira aula sobre o assunto), entre outros. Atualmente vem ganhando importância em obras de arquitetos contemporâneos.
Os elementos vazados que conhecemos atualmente, mais populares, podem ser fabricados a partir de diversos materiais, como vidro, cerâmica ou ainda o cimento, com tamanhos e desenhos diferentes.
Eles são utilizados para garantir a passagem de luz, evitar ventos excessivos, conferir privacidade a ambientes muito abertos ou apenas como substitutos mais etéreos para uma parede comum.Podem ser utilizados no lugar de paredes externas, criando uma materialidade diferente para a edificação, próxima de uma rendilhado, através de texturas variadas, que mudam ao longo do dia, conforme a incidência do sol.
Os elementos vazados conheceram seu auge durante as décadas de 40 e 50, quando foram amplamente utilizados pelos arquitetos modernistas, como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy (o conjunto Pedregulho, no Rio de Janeiro é uma verdadeira aula sobre o assunto), entre outros. Atualmente vem ganhando importância em obras de arquitetos contemporâneos.
Parque Guinle (1948-1954) no Rio de Janeiro, projeto de Lucio Costa
Casa Pinheiros (2003) em São Paulo, projeto de Isay Weinfeld
Casa Sumaré (2007) em São Paulo, projeto de Isay Weinfeld
VGP Artigos de papelaria (2006-2007) em São Paulo, projeto de NPC Arquitetura
Escola pública do FDE (2008) em Várzea paulista, projeto de Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz Arquitetos
Cobogó Haaz (2007) de Marcio Kogan. Vencedor do prêmio IAB/SP 2008 na categoria design de objeto
Desenvolvido para a empresa Haaz, da Turquia, o cobogó é feito de mármore
O conceito do elemento vazado ou cobogó se relaciona com a idéia dos antigos muxarabis, um recurso da arquitetura árabe que emprega treliças de madeira que permitem a ventilação e iluminação, mas mantém a privacidade dos espaços interiores, permitindo a visão do exterior por quem está dentro, mas não o contrário.
Por aqui, o muxarabi foi muito utilizado na arquitetura colonial, sendo retomado por arquitetos como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, e mais recentemente por Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci (Brasil Arquitetura) e Marcio Kogan, entre outros.
Por aqui, o muxarabi foi muito utilizado na arquitetura colonial, sendo retomado por arquitetos como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, e mais recentemente por Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci (Brasil Arquitetura) e Marcio Kogan, entre outros.

SESC Pompéia (1982-1986) em São Paulo, projeto de Lina Bo Bardi
Casa Morumbi (1999-2001) em São Paulo, projeto do escritório Brasil Arquitetura
Casa Laranjeiras em Parati, projeto de Marcio Kogan
Casa Iporanga (2006), no Guarujá, projeto de Isay Weinfeld
Algumas empresas que trabalham com o material: Neo-Rex, Facital, Cerâmica Martins.
Disponível em: http://arquitetandooficinadeprojetos.blogspot.com/2009/02/cobogos-elementos-vazados-e-muxarabis.html
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Muito legal, a autora mostra alguns projetos onde os elementos vazados foram usados brilhantemente, gosto muito desses elementos, tanto pela funçao est'etica quanto de ventilacao.





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