O post a seguir é um texto de uma educadora falando sobre a Conferencia Nacional de Educação de 2010 e a discussão sobre escola integral, sobre o papel da sociedade para que esse modelo funcione. Muito antes das propostas da nossa atual presidenta esse tema já era foco, confira!
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Escola integral: Necessidade e desafios!
Escola integral: Necessidade e desafios!
Por Elizete Feliponi
A Conferência Nacional de Educação (Conae) irá ocorrer no Distrito Federal, em abril de 2010, e tem como objetivo principal discutir o plano articulado de educação para o País, o qual visa a melhorar os índices de aproveitamento escolar. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas nos municípios pré-conferências, as quais possibilitaram espaços de discussão do documento, constituído com as principais questões que norteiam ou são propostas de trabalho do processo educativo.
A Conferência Nacional de Educação (Conae) irá ocorrer no Distrito Federal, em abril de 2010, e tem como objetivo principal discutir o plano articulado de educação para o País, o qual visa a melhorar os índices de aproveitamento escolar. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas nos municípios pré-conferências, as quais possibilitaram espaços de discussão do documento, constituído com as principais questões que norteiam ou são propostas de trabalho do processo educativo.
No segundo semestre, as pré-conferências são de ordem regional e estadual e cada discussão busca esclarecer o que o documento propõe como necessário para aprimorar a educação, desde a educação infantil até a pós-graduação. Neste documento, assuntos com caráter de urgência e importância são colocados na pauta.Entre eles, questões como a obrigatoriedade do ensino a partir dos quatro anos de idade e a escola em período integral. E aqui, neste ponto, o que nossos olhos alcançam não dá conta de esclarecer a complexidade dos fatos. São duas questões polêmicas, interligadas e refletem a angústia de uma sociedade.
O Brasil faz parte da lista dos países nos quais os estudantes passam menos tempo na escola. Está comprovado cientificamente que quanto maior o período escolar, maiores são as oportunidades de desenvolvimento das crianças. Mas estar na escola é diferente de frequentar um ensino completo.
Para nobre tarefa, os esportes, as artes e as ciências são os edificadores da prática pedagógica. Porém, a realidade que encontramos é outra. A falta de estrutura física e humana compromete o trabalho, e o que era para ser um ambiente de educação integral, passa a ser uma dor de cabeça para quem administra.
Criança na escola, com ensino de qualidade, é meio caminho andado na direção do crescimento, em todos os aspectos. Toda nação que almeja desenvolvimento sustentável, toda família que prioriza a educação das suas crianças e todo professor que busca a educação do corpo e da mente dos alunos sabem que o ensino integral é urgente.
Que ele aconteça, mas de forma responsável, não de forma intencional e fragmentada. Sendo assim, vira depósito de criança, não ambiente de formação. Enquanto objeto de discussão na Conae, a proposta enche de expectativas quem acredita na sua credibilidade. Para que saia do papel, é necessária a cobrança da sociedade civil, principalmente da família. Esta ainda não sabe a força que tem.
Exigir educação de qualidade é diferente de aceitar vaga na escola. Com certeza, tal exigência vai arrancar da zona de conforto muitos políticos que dependem das urnas. Afinal de contas, quatro anos passam muito rápido, e trabalhar com seriedade é necessário num país que ainda oferece pouco para suas crianças.
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Os desafios da Escola Integral e mesmo da obrigatoriedade dos estudos, são de fato questoes importantes, pois existe grande diferença entre ter uma escola para deixar os filhos e ter um local com qualidade que propicie o desenvolvimento deles. A autora afirma que são necessários investimentos de várias partes, entre eles investimento físico, para que as escolas possam possibilitar um melhor desenvolvimento dos alunos. Nesse sentido a sociedade tem papel fundamental, pois é ela que tem o poder de cobrar das instituições que atendam esse objetivo e não somente ofereçam lugar para as crianças.





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