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Dilma promete mais recursos

Nossa presidenta Dilma Roussef continua afirmando que os investimentos na área da Educação pública irão aumentar cada vez mais em seu mandado.


Confira:
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Ao receber lideranças estudantis no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a elevar os investimentos na educação para 7% do PIB até o final de seu governo. Os estudantes, no entanto, querem um aumento maior - dos atuais 4% para 10% do PIB. A reivindicação está entre as 59 emendas ao Plano Nacional de Educação propostas pelos estudantes e que foram reunidas em um documento entregue à presidente.
Outra reivindicação dos líderes estudantis é a aprovação do projeto que destina 50% do fundo social do pré-sal para a educação. Segundo nota emitida pela Secretaria-Geral da Presidência da República, "a presidenta disse aos estudantes que a pauta a respeito da aplicação dos recursos do pré-sal em educação é uma luta legítima". "Faz todo sentido apostar a riqueza do País no futuro do país", disse a presidente.
O encontro com as lideranças da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) também contou a presença do secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, e do ministro da Educação, Fernando Haddad, segundo a nota da Secretaria-Geral.



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Mais uma vez nossa presidenta reforçando a afirmação feira por ela de aumentar os investimentos em educação, agora afirmando investir recursos do pré-sal nessa causa. Que as lideranças estudantis e o eleitorado dela fiquem atentos para o cumprimento dessas metas.
A educação agradece!    
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As escolas mais legais do mundo!

A World Architecture News soltou as finalistas do concurso que vai escolher o Educational Building of the Year. Seis são as candidatas finais para vencer o prêmio. 



The Australian Technical College, desenhada por Spowers, está localizada em um local de extremo calor, mas não precisa de nenhum ar condicionado. Ao contrário, a escolha é resfriada por ventilação natural e um canal subterrâneo que traz ar fresco para dentro do edifício. 


Escola1
Escola2
Escola3

No alto dos Himalayas, no Noroeste da India, the Druk White Lotus school foi encomendada pelo próprio Dalai Lama. Desenhada por Arup, é prédio combinadao de materiais high tech e materiais tradicionais. 

Escola4

Escola5


Britain's Hazelwood School, desenhada por Gordon Murray + Alan Dunlop Architects, foi feita para inspirar as crianças através de estímulos visuais e sensoriais. A artéria central da escola foi feita para ajudar os estudantes a se orientar sobre onde estão. 



Escola6
Escola7
Escola8


The Hong Kong Community College, desenhada por AD+RG, foi inspirada por Jenga. Ao criar os andares como blocos individuais e torcê-los, os arquitetos criaram jardins suspensos em todos os andares. 



Escola9
Escola10


Jåttå Vocational School, de Henning Larsen, foi desenhada para funcionar com os novos modelos de aprendizado. Grandes salas de aula cercadas por salas menores para lições personalizadas. 



Escola11
Escola12


METI School em Bangladesh, desenhada por Anna Heringer Architecture, tem o objetivo de fazer o aprendizado ser divertido. Algumas classes são conectadas por cavernas. 



Escola13
Escola14
Escola15
Os professores que me desculpem, mas beleza é fundamental.

EXTRAÍDO DE:
http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/2009/05/as-escolas-mais-legais-do-mundo-.html


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Muito legais mesmo! Cada uma à sua maneira, levando em conta os aspectos peculiares de cada destinação e de cada local.

Adorei!

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Arquitetura e educacao: Crow Island School

Acessando mais uma vez o blog do Jarbas, achei interessantíssimo o post dele sobre a Crow Island School e compartilho ele com vocês:
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Arquitetura e educação: Crow Island School
Por jarbas


Em School, livro de Catherine Burke e Ian Grosvener, há um registro sobre uma escola exemplar: Crow Island School, projetada pelos arquitetos Eliel e Eero Saarinen e construída por Lawrence B. Perkins. Esse belíssimo espaço de educação começou a funcionar em 1940. A concepção do edifício foi fruto de longa colaboração entre educadores e arquitetos. A orientação fundamental teve como base o ideário da Escola Nova. O resultado final correspondeu ao sonho de um dos professores que solicitou aos arquitetos:
Acima de tudo ela [a escola] deve ter a cara das crianças, não a cara do que os adultos pensam das crianças… Ela deve ser acolhedora, pessoal, e íntima, de tal forma que centenas de crianças durante o ano a chamem de “minha escola”.
Imagem da sala de aula

Uma das características de Crow Island School é o desenho de suas salas de aula. Estas foram concebidas como um espaço independente, com uma área ampla em fomato de L, incluindo uma sala, uma área de trabalho, banheiros e um jardim adjacente. Para que você possa ter uma idéia de tal sala de aula, veja esta planta tridimensional da mesma.

A escola está integrada a um lindo parque, com árvores centenárias. Diversos playgrounds estão espalhados pelas vizinhanças. Melhor que palavras, a imagem que segue explica isso.

A escola continua a funcionar até hoje. Desde sua fundação em 1940, tem sido indicada como exemplo de espaço educacional. O projeto já foi premiado diversas vezes como o melhor prédio concebido pela arquitetura americana do século XX. E, em 1990, o edifício foi declarado patrimônio histórico dos Estados Unidos.

Há um vídeo que mostra Crow Island School em todo o seu esplendor nos dias de hoje. Se você quiser conhecer bem essa bela escola, dê uma olhada no VT que apresento a seguir.


Informações textuais e imagéticas sobre a escola em foco podem ser encontradas em:

Crow Island School é um projeto para estudos aprofundados, caso queiramos aprender boas lições sobre arquitetura e educação. Aqui, apenas sinalizei algumas direções de tais estudos.

EXTRAÍDO DE:

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A escola citada no post do Jarbas é mesmo muito interessante arquitetonicamente. A maneira como são implantadas as salas de aula, a grande área verde que envolve a escola, a permeabilidade visual, tudo isso contribui para que o ambiente pareça tão agradável.
É certo que nem sempre teremos espaços tão amplos para se trabalhar uma escola, principalmente tratando de áreas urbanas, mas são ótimas idéias.  

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Arquitetura e educação

 O post desse autor sobre a arquitetura e a educação fala sobre as novas-velhas formas do ambiente escolar, confira:
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Arquitetura e EducaçãoPor jarbas
Há muita conversa sobre mudança em educação. Mas como é que a gente pode saber se certos discursos mudancistas resultam em algo novo? Uma das coisas que faço para conferir se as mudanças são para valer é olhar para a arquitetura (exterior e interior) dos ambientes escolares. Faz tempo que estou querendo fazer aqui uma observação sobre isso valendo-me de matéria que vi num dos números do New York Review of Books  do ano passado. Procurei a publicação, mas não a encontrei. Resolvi, mesmo assim, abordar o assunto.

Reparem na figura abaixo.

labinformatica

Ela aparece em informe sobre uma instituição de ensino superior. A foto mostra um ambiente que conhecemos bem, o laboratório de informática. Há ambientes muito parecidos com esse em centenas de faculdades Brasil afora. Mas reparem numa coisa: essencialmente nada mudou na arquitetura de interiores da escola. A sala de aula com computadores e lousa digital continua sendo um auditório. Os computadores estão arrumados para usos individuais. Nada mudou na organização do ambiente de trabalho [ou de estudo, se quiserem. As  novas máquinas foram incorporadas ao velho modo de entender atividades de ensino e aprendizagem.

Comparem o ambiente aqui mostrado com ambientes bancários que incorporaram novas tecnologias de comunicação e informação. As novas agências pouco tem a ver com as velhas. Os espaços de trabalho e de serviços bancários foram inteiramente transformados. Ah!, nos bancos não há “laboratórios de informática”. Neles os computadores foram incorporados à uma nova forma de organizar o trabalho; e estão onde necessários  às operações financeiras próprias de um banco em nosso tempo.

Há muito mais o que considerar sobre arquitetura e educação. Voltarei ao assunto oportunamente. Termino com uma nota que gostaria de ver desmentida: a arquitetura escolar é um assunto ignorado pelas faculdades de educação.



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É verdade que temos que adaptar os ambientes escolares às novas tecnologias, mas não seria também necessário remodelar os ambientes para potencializar essa prática? Será que simpelsmente pegar um espaço anterior e dotá-lo de tecnologia é suficiente para atender às demandas?

Creio que não, partilho da mesma opinião do autor, gostaria muito de ver as esolas de maneira geral preocupando-se mais com a arquitetura de seus ambientes. É claro que a arquitetura não pode mudar o mundo, mas com certeza podetornar o ambiente escolar mais atraente e, ao mesmo tempo, funcional.  
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A escola-parque: ou o sonho de uma educação completa

Esse post é um achado fantástico, repostagem da revista AU onde é feita uma análise da produção de arquitetura escolar no Brasil.
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A escola-parque:
ou o sonho de uma educação completa(em edifícios modernos)
Por Maria Alice Junqueira Bastos
"Comecemos pelas escolas, se alguma coisa deve ser feita para 'reformar' os homens, a primeira coisa é 'formá-los'."
(Lina Bo Bardi em Primeiro: escolas, Habitat, no 4, 1951)

Nas origens da educação pública no País está o pensamento liberal da igualdade entre os homens e do direito de todos à educação, entendida como um instrumento essencial para a construção de uma sociedade de oportunidades iguais. Na Primeira República, o programa educacional público era direcionado ao ensino elementar, enquanto o secundário, considerado prerrogativa das elites e não-obrigatório, era ministrado por instituições privadas.

A ascensão de Getúlio Vargas em 1930 propiciou, num primeiro momento, espaço para a ideia da educação pública como elemento remodelador do País na construção de uma sociedade moderna e democrática. Em 1932, um grupo de intelectuais lançou o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que defendia a universalização da escola pública, laica e gratuita. Entre os intelectuais que assinaram o documento estava Anísio Teixeira (1900-1971), figura central na educação pública brasileira no século 20, cujas ideias ainda pairam sobre os discursos e as iniciativas na área.

Baiano, Anísio Teixeira formou-se no Rio de Janeiro em direito e, em 1924, passou a trabalhar como inspetor-geral do ensino na Bahia. O interesse pela educação levou-o à Europa e aos Estados Unidos para observar os novos sistemas de ensino que estavam sendo pesquisados.
fotos Haifa Sabbag
Escola-parque ou Centro Educacional Carneiro Ribeiro (em duas etapas: 1947 e 1956), em Salvador, de Diógenes Rebouças
Na volta ao Brasil, foi nomeado diretor de instrução pública do Rio de Janeiro no princípio da década de 1930. Perseguido pela ditadura Vargas, acabou se demitindo em 1936 e voltando para a Bahia. Para Anísio Teixeira a escola precisava educar em vez de instruir, formar homens livres em vez de homens dóceis, preparar para um futuro incerto em vez de transmitir um passado claro, ensinar a viver com mais inteligência, mais tolerância e mais felicidade. O interesse do estudante devia orientar o seu aprendizado num ambiente de liberdade e confiança mútua entre professores e alunos, em que esses fossem ensinados a pensar e julgar por si mesmos.

As escolas comunitárias norte-americanas inspiraram o programa da escola-parque concebido por Anísio Teixeira na secretaria da educação da Bahia. No Brasil, onde a questão da quantidade muitas vezes atropela a qualidade, Anísio Teixeira pensou alcançar a qualidade propondo um sistema em que a educação da sala de aula fosse completada por uma educação dirigida. Pensou em um sistema composto por "escolas-classe" e "escolas-parque": quatro escolas-classe, para mil alunos cada, construídas no entorno de uma escola-parque, para quatro mil alunos, e os estudantes frequentariam ambas num sistema alternado de turnos.

Na escola-parque funcionavam as atividades complementares: educação física, social, artística e industrial. O arquiteto Diógenes Rebouças projetou a escola-parque Centro Educacional Carneiro Ribeiro (primeira etapa 1947/segunda etapa 1956) dentro da ideia de um espaço completo de formação, num período em que se mesclavam princípios modernos na arquitetura e idealismo social nos programas arquitetônicos. Em entrevista concedida à AU, em 1986, Diógenes Rebouças declarou que "todas as obras do plano educacional do Estado que eu fiz, todos eles, o Centro Carneiro Ribeiro, a escola-parque, apenas interpretei uma magnífica ideia que sugeria uma arquitetura sadia, modesta e séria, isso pelo programa".

"Todos nós que sonhamos com um estado de entusiasmo para a grande aventura de construir nacionalidade temos nesse movimento da arquitetura brasileira uma pequena amostra do que poderíamos ser se um estado de esclarecimento e de fé se criasse, como se criou entre esses engenheiros, em nossa agricultura, nossa indústria, nosso comércio, nossa educação e nossos serviços públicos e sociais em geral" (Anísio Teixeira em Um presságio de progresso, Habitat no 4, 1951).

No Estado de São Paulo, a arquitetura moderna passou a ser empregada nas escolas públicas a partir do Convênio Escolar, um acordo firmado em 1948 entre o Estado e o Município de São Paulo, cujas principais realizações ocorreram de 1949 a 1954. A prefeitura de São Paulo precisava se adequar à constituição de 1946, segundo a qual União, Estados e Municípios deviam aplicar no ensino público uma porcentagem da arrecadação de impostos.
imagens Hélio Duarte
Croquis das escolas-classe (1948), em São Paulo, de Hélio Duarte
Como o Estado já cumpria a exigência legal do gasto mínimo com educação e a prefeitura estava longe disso, no acordo firmado coube à prefeitura de São Paulo a construção de edifícios escolares para todos os níveis, assim como de instalações auxiliares ao ensino, até o pleno atendimento das necessidades da população escolar, enquanto o Estado continuaria encarregado de ministrar a educação. A prefeitura de São Paulo criou um organismo específico para cumprir o Convênio, a Comissão Executiva do Convênio Escolar, com o arquiteto Hélio Duarte na direção técnica do plano de construções.

Carioca, antes de vir para São Paulo, Hélio Duarte morou em Salvador onde teve contato com a conceituação da escola-parque de Anísio Teixeira, que procurou trazer para as escolas do Convênio. Nos anos do Convênio Escolar foram construídas dezenas de escolas, muitas delas com programas bastante amplos, incluindo salas de dança, de ginástica corretiva, consultórios médico e dentário, hortas, viveiros, laboratórios, museu escolar, anfiteatro.

Arquitetonicamente, os edifícios se alinhavam com a Escola Carioca: divisão funcional do programa em diferentes volumes, distribuídos em formas aproximadas de U ou H, tetos planos ou inclinados em meia-água, pilotis, panos de vidro com protetores solares, elementos vazados, integração entre espaço interno e externo, estrutura e paramentos revestidos. Os arquitetos foram, entre outros, o próprio Hélio Duarte, Oswaldo Corrêa Gonçalves, Roberto Tibau, o engenheiro Robert Mange.

Diferentemente da Bahia, onde a definição espacial da escola-parque surgiu em resposta a uma tentativa de reforma educacional, em São Paulo a renovação espacial e de programa das escolas era dissociada da renovação do ensino, que cabia ao Estado e não à municipalidade.

No texto O problema escolar e a arquitetura (Habitat no 4, 1951), Hélio Duarte transmite o esforço comovente da Comissão do Convênio em se inteirar do que julgava serem as correntes educacionais mais evoluídas e, diante disso, em estabelecer premissas para a arquitetura escolar.
Nas duas imagens à esquerda, Grupo Escolar Almirante Barroso (1949). À direita, no alto, Grupo Escolar de Vila Leopoldina (1949) e, acima, Grupo Escolar de Moema (1949). Todas assinadas por Hélio Duarte, em São Paulo
"A característica primordial, arquitetônica, de um grupo escolar deve estar subordinada em primeiro lugar à criança. É para a criança que se faz um grupo e não para os professores (.)." Duarte argumenta ainda que "a criação de 'ambientes' é sumamente desejável": "Sempre que possível a natureza deve penetrar nas salas e nas diversas peças que constituem um grupo".

Além de procurar responder a uma ideia de pedagogia, há a premissa de que as soluções interajam com o lugar. "Ao dar corpo ao organismo, encontramos incidências físicas que nos levam a soluções as mais diversas no intuito de harmonizá-las com a programação admitida. A topografia quase sempre torturada, os ventos nocivos, as proximidades indesejáveis, a orientação magnética e solar, o panorama, tudo tem que entrar em consideração. O prédio não deve utilizar o terreno, antes ser com ele homogêneo, adaptar-se a ele, ser como coisa 'posta' e não 'imposta'". O convênio construiu grande variedade de equipamentos, de pequenos jardins da infância a grandes grupos escolares e colégios.

Nos anos 80, também num cenário de abertura democrática do País, o programa da escola-parque de Anísio Teixeira foi retomado por Darcy Ribeiro no Estado do Rio de Janeiro, na figura dos Centros Integrados de Educação Pública. Os CIEPs tornaram-se a política pública mais marcante do governo Leonel Brizola (1983-1987), em que Darcy Ribeiro acumulava os cargos de vice-governador e secretário da ciência e cultura.

Os CIEPs tinham a pretensão de propiciar uma revolução no ensino público do Rio de Janeiro ao garantir nas áreas mais carentes do Estado as condições mínimas necessárias ao aprendizado, assumindo alguns cuidados que, em condições mais favoráveis, deveriam caber à família. Por meio de período integral (8 h às 17 h), com acompanhamento docente extra-aula e três refeições diárias, além de atendimento médico e odontológico, a escola pública estaria compensando a situação social adversa das crianças e jovens mais desfavorecidos economicamente. Esse apoio se estendia aos sábados e domingos, em que permaneciam abertos a quadra, a biblioteca e o consultório.
Nas duas imagens à esquerda, conjunto educacional em São Miguel Paulista (1956), de Roberto José Goulart Tibau, em colaboração com AC Pitombo e JB Arruda. À direita, Ginásio Estadual da Penha (1953), em São Paulo, de Eduardo Corona. Ambos pelo Convênio Escolar
A definição arquitetônica dos CIEPs coube ao arquiteto Oscar Niemeyer (em colaboração com Carlos Magalhães da Silveira, José Manoel Klost Lopes da Silva, João Cândido Niemeyer Soares e Hans Muller) que concebeu um projeto-padrão de sete mil metros quadrados, englobando um edifício principal de três pavimentos com 24 salas de aula, refeitório, consultório e serviços auxiliares, e, em dois anexos, a biblioteca e um ginásio de esportes, numa configuração que demandava terrenos de dez mil metros quadrados. A dificuldade de contar com grandes terrenos nas áreas mais densas levou a uma solução mais compacta com a quadra esportiva na cobertura do edifício escolar. A definição técnico-construtiva dos CIEPs contemplava o uso de estrutura de concreto pré-moldada em usina, solução justificada pela escala do programa e rapidez da execução (seis meses). Nas duas gestões de Leonel Brizola no governo do Rio (1983-1987 e 1991-1995), foram construídas quase 500 escolas. As peças estruturais foram definidas junto com o projeto e produzidas na "fábrica de escolas" coordenada por João Filgueiras Lima.

O edifício das salas de aula tem planta convencional com 15 vãos de 5 m no sentido longitudinal e vãos de 6 m e 8 m no transversal. O térreo é semiocupado pelas áreas destinadas a consultório e refeitório que extravasam para fora da estrutura nas duas extremidades do edifício. A circulação vertical dá-se por ampla rampa colocada numa das laterais maiores e os dois pavimentos das salas de aula têm circulação central.
A estrutura desenha vãos verticais arredondados, preenchidos por peitoril colorido e esquadrias de alumínio. A biblioteca tem projeção octogonal e aberturas também octogonais. O ginásio se limita a uma cobertura com apoios nos dois lados maiores e 20 m livres no sentido transversal.

A escola-parque concebida por Anísio Teixeira também serviu de inspiração para um projeto ambicioso da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy (2001-2004), que fez dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) o carro-chefe da política educacional da prefeitura.

Os CEUs ocupam áreas nos rincões mais carentes do município e têm a proposta de oferecer um programa educacional amplo, que inclui esportes e áreas artísticas. Além das questões educacionais, seu espaço físico é liberado para uso como praça ou clube de lazer nos finais de semana para encontro da comunidade. No caso dos CEUs, a inspiração na escola-parque de Anísio Teixeira parece ser também arquitetônica. O projeto faz homenagem ao desenho moderno que Teixeira tanto prezava e, involuntariamente ou não, à carga simbólica que se mesclou a ele em termos de utopias sociais.
fotos Lilian Borges
CEU Vila do Sol (2008), no Jardim Ângela, em São Paulo
O projeto básico dos CEUs foi elaborado por Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza, arquitetos da divisão de projetos do departamento de edificações da Secretaria de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo, sendo que o desenvolvimento do projeto e sua adaptação aos diferentes terrenos são feitos por diferentes escritórios de arquitetura. Um volume cilíndrico para a creche, um edifício de projeção retangular longo e estreito, em geral com três pavimentos para o ensino infantil e fundamental, um edifício que abriga teatro e instalações esportivas e ainda parque aquático com três piscinas.

Os CEUs são estruturas de grande porte, para 2.400 alunos, com a modulação bem marcada. A circulação vertical, no centro do bloco, se distribui nos andares em dois corredores laterais, como varandas, separados das salas por grandes caixilhos com vidro. Além da preocupação pedagógica e da de servir como praça e ponto de encontro nos finais de semana, os CEUs ainda acumulam a função de "catalisador" urbano: inseridos em áreas de construções precárias, espera-se que sua presença exerça uma marca positiva no bairro, favorecendo melhorias.

Arquitetonicamente, é curioso observar que características do desenho moderno dos anos 40 e 50 no Brasil, que geraram as soluções formais da escola-parque em Salvador e do Convênio Escolar em São Paulo, persistem tanto nos CIEPs dos anos 80, quanto nos CEUs que seguem sendo construídos em São Paulo. Naturalmente, a escala é outra, os tempos são outros, nos CIEPs e nos CEUs os projetos são padronizados com uso de elementos pré-moldados de concreto. No entanto, permanecem a divisão funcional dos volumes, o emprego de blocos alongados para as salas de aula e o contraponto de um volume que foge da ortogonalidade: nos CIEPs a biblioteca, nos CEUs a creche, nas escolas do Convênio as formas trapezoidais dos anfiteatros e na Escola-Parque Carneiro Ribeiro, em Salvador, a biblioteca de planta circular e cobertura de concreto radialmente dobrada em pregas.

Hélio Duarte, com sua intensa dedicação ao programa do Convênio Escolar, era cético quanto à capacidade dos equipamentos de ensino de solucionar problemas de educação. Em O problema escolar e a arquitetura, (Habitat no 4, 1951) escreve: "Se o Convênio Escolar, por força das circunstâncias, está dotando São Paulo de extensa rede de grupos escolares, cabe agora ao governo do Estado traçar novos rumos para nossa educação, sem o que estaremos, apenas, enfeitando um edifício obsoleto". Em Considerações sobre arquitetura e educação (Acrópole no 210) 1956, argumenta: "Procurar no desenvolvimento de um plano arquitetônico razões últimas para uma melhoria educacional parece-nos contrassenso. Arquitetura é precioso coadjuvante, mas não a base da educação.

Parece que tem sido mais fácil aos governos atingir qualidade nos equipamentos de ensino do que na educação propriamente dita. Entretanto, a arquitetura escolar não fica imune à decadência do ensino, sofre desde a falta de interlocução na definição espacial dos programas até o mau uso e a falta de manutenção, que comprometem o considerável patrimônio arquitetônico da escola pública brasileira.

Maria Alice Junqueira Bastos é pesquisadora independente, doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP, autora do livro Pós Brasília: rumos da arquitetura brasileira.

O texto na íntegra está disponível em:

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Essa repostagem aborda de maneira muito completa a produção arquitetônica de escolas no Brasil. Os ideais de que a arquitetura poderia mudar o comportamento das pessoas. A autora mostra como a escola parque de Anísio Teixeira (citada em post de fevereiro: http://interessepublicokarlarenata1sem2011.blogspot.com/2011/03/uma-experiencia-de-educacao-integral.html) influenciou a arquitetura brasileira, e a internacional. Ela mostra também sobre outras experiências bem-sucedidas nesse campo, como os CEUs e os CIEPs.

É fácil concluir, como já foi dito por vários arquitetos que a arquitetura d efato não irá mudar a escola, ela será mero coadjuvante em uma nova proposta.

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Arquitetura Escolar e aprendizagem criativa

Agora que já se pode falar na arquitetura relacionada aos problemas apontados, vou postar um texto que achei super interessante de um blog no wordpress (no fim dou o endereço):
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Arquitetura Escolar e aprendizagem criativa

Este texto surgiu de pequenas mudanças que produzi em um comentário que fiz ao artigo de meu amigo Jarbas Novelino  Barato “Prédios e equipamentos escolares ensinam”, no blog Boteco Escola.

Tenho acompanhado os últimos posts sobre a arquitetura escolar do Boteco Escola. Inclusive fiz um comentário sobre o artigo Prédios e equipamentos escolares ensinam.  Nele disse que não desconheço e não desconsidero os efeitos das condições de conservação e manutenção dos prédios escolares sobre o currículo oculto e sobre a aprendizagem.
Participei, inclusive, na Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), bom tempo atrás, de um projeto denominado, se não me falha a memória, de Projeto de Preservação e Manutenção do Patrimônio.
O projeto, que se espalhou pela rede pública de escolas do Estado de São Paulo, implicava em envolver toda a comunidade escolar, incluindo os pais e moradores vizinhos, em propostas de manutenção e conservação dos prédios escolares. A idéia não era a de reduzir custos de manutenção, mas de engajar a comunidade em um projeto com efeitos educacionais, especialmente os de educação ambiental.


Mas, acredito que o primeiro post do Boteco Escola sobre o assunto, Arquitetura e Educação, tocava em questão mais importante: o efeito do dispositivo arquitetônico sobre a situação de aprendizagem. O dispositivo em auditório, induz uma relação de aprendizagem em que o professor fala e o aluno ouve. Mesmo que o professor queira a participação, o dispositivo arquitetônico induz à passividade.
Para modificar essa situação, é preciso transformar o espaço e o ambiente da escola e da sala de aula.  Seria necessário inovar, na escola, o espaço e o ambiente. Espaço e ambiente são conceitos basilares na arquitetura. Vou usar as definições contidas no manual do docente da Estação de Trabalho de Organização de Ambientes de Vendas do Programa de Educação Para o Trabalho (PET) do SENAC/SP.

“Espaço: local delimitado por alguma forma de construção ou objeto, ou encontrável na natureza. Pode ser um local dentro do (contido no) objeto que o delimita, ou fora dele. Por exemplo: uma sala é um local delimitado por paredes, teto, piso, janelas e portas. Mas, num exemplo mais complexo, um obelisco num local vazio delimita e ao mesmo tempo dá uma configuração ao espaço em torno dele. Uma praça, embora não seja um local fechado, constitui um espaço.
Ambiente: espaço ao qual se acrescentam certas condições. Uma simples sala com a presença de pessoas forma um ambiente. A mesma sala com um aparelho de som ou uma orquestra é outro ambiente. Essa mesma sala com carteiras escolares forma um terceiro tipo de ambiente, e assim por diante. Conclui-se, portanto, que num mesmo espaço podem ser formados diversos ambientes”

Sala de aula com «cave seat» (nicho), Galilee Catholic Learning Community, Russell & Yelland Architects
Do espaço e ambiente escolar renovados, poderíamos falar em construções que se abrissem para seu entorno e se tornassem parte dele. Construções que não apenas facilitassem o acesso da comunidade à escola, mas que transformassem o entorno escolar em uma continuidade do espaço de aprendizagem e ajudassem a criar o ambiente da cidade educativa ou educadora.
Há um poema de João Cabral de Melo Neto, sobre esse tema da abertura, do qual gosto muito:
“A arquitetura como construir portas,
de abrir, ou como construir o aberto;
construir; não como ilhar e prender;
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e teto.
O arquiteto: o que se abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa”

Melo Neto, João Cabral de, Fábula de Um Arquiteto, A Educação pela Pedra, Rio de Janeiro, nova Fronteira, 1996, p. 36.

Mas, as escolas continuam sendo recintos quadrados, fechados, escondidos dos olhares do mundo e que impedem aos alunos olharem o mundo com seus próprios olhos.
No entanto, o espaço e o ambiente da sala de aula parecem ainda mais imutáveis. O convencional formato retangular do espaço induz ao típico ambiente com a organização das carteiras em fila. Ora, sabemos que o formato mais adequado à conversa e à participação é o círculo. Ninguém projeta escolas e salas supondo um ambiente em que as carteiras escolares estejam dispostas em círculo.
Tenho casos sobre isso.

High Tech Middle School, Carrier Johnson.

Para mim, a atividade e a participação do aluno são fundamentais no processo de aprendizagem. Assim, a melhor sala de aula em que já trabalhei, foi uma que existia no CENAFOR, antiga e extinta fundação do MEC em São Paulo. Era circular e carinhosamente a apelidávamos de “Queijinho”. Além de ser circular, continha divisórias internas que possibilitavam a criação de espaços de diferentes tamanhos para o trabalho de pequenos ou grandes grupos. Estava adequada para uma proposta metodológica diferente da convencional.
Trabalhando na capacitação de docentes para a o Programa Educação para o Trabalho (PET) do SENAC/SP, usava o auditório da unidade da Rua 24 de Maio, centro de São Paulo. Todo dia, para desespero do pessoal de limpeza, carregava as pesadas poltronas e transformava o quadrado em círculo. Todo o fim de dia, o pessoal da limpeza retornava as poltronas para sua original posição em filas paralelas, objetivando prepará-las para o uso noturno. Da experiência, cheguei à convicção que a mudança educacional só acontecerá quando, em qualquer circunstância, o pessoal de limpeza preferencialmente organizar as cadeiras em círculo.
Por fim, uma lembrança do meu trabalho com o SENAC Rio. O Centro Politécnico foi escolhido para implementar cursos técnicos, formatados de acordo com uma nova proposta pedagógica. Nela estava prevista uma revolução metodológica incompatível com as salas em formato de auditório. O espaço das salas do Centro Politécnico, no entanto, era insuficiente para a organização das cadeiras em círculos que contivessem 30 participantes. Foi necessário derrubar as paredes e de duas salas fazer uma. Única solução possível, embora em uma sala ou outra, as colunas remanescentes dificultassem um pouco os olhares e as conversas.
Como conclusão, tenho pensado que uma solução arquitetônica adequada à  Aprendizagem Criativa seria a construção de salas sextavadas e espaços escolares que fossem construídos espelhando-se na organização dos favos de mel. Nada sei de arquitetura para saber se tais escolas e salas são viáveis. Mas, acredito que seriam mais doces e democráticas.
Sala de aula, Pistorius-Schule, Behnisch Architekten.
Sala de aula, Pistorius-Schule, Behnisch Architekten.

EXTRAÍDO DE:

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O depoimento desse profissional da área de educação ilustra bem a realidade das escolas e como algumas ações relacionadas à forma física do lugar podem tornar esses ambientes mais ou menos atraentes, mais ou menos aconchegantes.

Tudo bem que a viabilidade financeira é importante sim, mas porque não buscar uma "nova era" na construção das escolas e propor algo mais esimulante e desafiador?
 
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A Escola Inclusiva

Fiquei muito pensativa a respeito do meu post de fevereito, no qual uma mãe teve a matrícula do seu filho rejeitada na escola pelo fato de o garoto ser cadeirante e portador de um enfraquecimento dos ossos.

Comecei a pesquisar sobre a educação inclusiva, se isso existia mesmo ou se era apenas um mito. E encontrei coisas interessantes:
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Segundo MANTOAN "a sala de aula é o grande termômetro pelo qual se mede o grau de febre das mudanças educacionais e é nesse micro espaço que as reformas verdadeiramente se efetivam ou fracassam."


Dúvidas sobre inclusão

Como ter certeza de que um aluno com deficiência está apto a frequentar a escola?
Aos olhos da lei, essa questão não existe - todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem essa criança. É dever do estado oferecer ainda uma pessoa para ajudar a cuidar desse aluno e todos os equipamentos específicos necessários. "Cabe ao gestor oferecer as condições adequadas conforme a realidade de sua escola", explica Daniela Alonso, psicopedagoga especializada em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores?
Sim, pois grupos pequenos (com ou sem alunos de inclusão) favorecem a aprendizagem. Em classes numerosas, os professores encontram mais dificuldade para flexibilizar as atividades e perceber as necessidades e habilidades de cada um.

Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala?
Não há uma regra em relação a isso, mas em geral existem dois ou, em alguns casos, três por sala. Vale lembrar que a proporção de pessoas com deficiência é de 8 a 10% do total da população.

Para torna a escola inclusiva, o que compete às diversas esferas de governo?
"O governo federal presta assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para o acesso dos alunos e a formação de professores", explica Claudia Pereira Dutra, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). Os gestores estaduais e municipais organizam sistemas de ensino voltados à diversidade, firmam e fiscalizam parcerias com instituições especializadas e administram os recursos que vêm do governo federal.

Ao promover a inclusão, é preciso rever o projeto político pedagógico (PPP) e o currículo da escola?
Sim. O PPP deve contemplar o atendimento à diversidade e o aparato que a equipe terá para atender e ensinar a todos. Já o currículo deve prever a flexibilização das atividades (com mais recursos visuais, sonoros e táteis) para contemplar as diversas necessidades.

DIREITO RESPEITADO Ana Caroline estuda com colegas da


 sua idade e faz as mesmas atividades que eles.
Foto: Eduardo Marques

Como preparar os vários espaços da escola?
Ao buscar informações nas Secretarias de Educação e instituições que apoiam a inclusão, cabe ao gestor perguntar sobre tudo o que está disponível. O MEC libera recursos financeiros para ações de acessibilidade física, como rampas e elevadores, sinalização tátil em paredes e no chão, corrimões, portas e corredores largos, banheiros com vasos sanitários, pias e toalheiros adaptados e carteiras, mesas e cadeiras adaptadas. É fato, porém, que há um grande descompasso entre a demanda e a disponibilização dos recursos. O processo nem sempre é rápido e exige do gestor criatividade para substituir a falta momentânea do material.

Confira a reportagem na íntegra em: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/24-respostas-principais-duvidas-inclusao-acessivel-acessibilidade-deficiencia-565836.shtml

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Essas foram apenas algumas das perguntas respondidas na reportagem. É esclarecedor, mas sabemos que ainda existem dificuldades em colicar em prática essas questões, por exemplo, se uma turma receber 2 ou mais alunos espaciais, teoricamente somente um professor atenderia a eles, o que na prática se torna bem mais difícil.

Mas o fato é que a população tem que denunciar as falhas, assim como a da reportagem que postei em fevereiro, mas sobretudo cobrar dos representantes a prática dos direitos dos cidadãos.

Se o MEC disponibiliza verba para torar os espaços físicos acessíveis, temos que cobrar e utilizar isso, fazendo com que em muito pouco tempo, TODAS as escolas sejam acessíveis. A escola inclusiva ainda não é de fato uma realidade, mas em breve será.
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